Vacina

Saiba mais sobre a vacinação contra a febre amarela.

Perguntas frequentes

A população não precisará mais tomar duas doses da vacina de febre amarela para imunizar-se a vida toda contra a doença. Uma única dose da vacina será suficiente para isso.

Não. Antes a população era orientada a tomar um reforço da vacina; agora, o Ministério da Saúde recomenda apenas uma dose ao longo da vida.

A vacina não mudou. É importante entender que a vacina do esquema anterior é exatamente a mesma que está disponível agora. Mudou apenas o número de doses necessárias para garantir a imunização contra a febre amarela. O Ministério da Saúde adotou a recomendação da OMS que indica que apenas uma dose da vacina é suficiente para prevenir contra a febre amarela.

Sim. A partir do segundo semestre de 2018, todo o estado de Santa Catarina se tornou Área Com Recomendação de Vacina (ACRV), ou seja, todas as pessoas a partir dos nove meses de idade devem ter ao menos uma dose da vacina.

Idade acima de 60 de idade não é contraindicação para receber a vacina contra febre amarela (VFA). No entanto, algumas situações e indivíduos têm sido identificados como de maior risco para eventos adversos graves após a vacinação, sendo pessoas com doenças autoimunes independentemente da idade e a primovacinação (primeira vacinação contra a febre amarela) em idosos. Neste último caso, se justifica a vacinação se residir em área de risco ou para lá se dirigir. Em tais situações, a vacinação requer avaliação médica e análise cuidadosa de risco versus benefício. Recomenda-se investigação detalhada antes da vacinação no idosos sobre o histórico de vacinação, fatores de risco e o estado de saúde do indivíduo que revele situações indicativas de postergar ou até mesmo a não vacinação. Portanto, para evitar eventos adversos o vacinador deve questionar o idoso em condições pré-existentes; uso de drogas imunossupressoras; eventos adversos em doses anteriores, especificando o tipo e tratamento; alergia a qualquer componente dos imunobiológicos inativado ou atenuado; alergia grave aos ovos.

A partir do segundo semestre de 2018, a vacinação de rotina para a febre amarela é ofertada em 20 estados: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A partir de janeiro de 2019, será implementada nos estados da Região Nordeste que ainda não se vacinavam totalmente: Piauí, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte. Todas as pessoas que vivem em municípios que fazem parte de Área Com Recomendação devem tomar uma dose da vacina ao longo da vida.

Locais que possuem matas e rios onde o vírus e seus hospedeiros e vetores ocorrem naturalmente. No Brasil, no entanto, a vacinação é recomendada para as pessoas a partir de 9 meses de idade que residem nos municípios que compõem a Área Com Recomendação de Vacina ou se deslocam para ela.

Quem perdeu o cartão de vacinação deve procurar o serviço de saúde que costuma frequentar e tentar resgatar seu histórico. Caso isso não seja possível, pode se vacinar novamente. Portanto, pessoas a partir de 9 meses de idade que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação devem receber a dose da vacina. Vale destacar que a situação de saúde deve ser informada ao profissional de saúde, para que seja possível avaliar se há contraindicação.

  • Crianças menores de 9 meses de idade.

  • Pacientes com imunodepressão de qualquer natureza.

  • Pacientes infectados pelo HIV com imunossupressão grave, com a contagem de células CD4 < 200 células/mm3 ou menos de 15% do total de linfócitos para crianças menores de 6 anos.

  • Pacientes submetidos a transplante de órgãos.

  • Pacientes com imunodeficiência primária;

  • Pacientes com neoplasia.

  • Indivíduos com história de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina (gelatina bovina, ovo de galinha e seus derivados, por exemplo).

  • Pacientes com história pregressa de doenças do timo (miastenia gravis, timoma, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica).

  • Mulheres amamentando crianças menores de seis meses

Se a criança tiver alguma dose do Calendário Nacional de Vacinação em atraso, ela pode tomar junto com a febre amarela, com exceção da tríplice viral (que protege contra sarampo, rubéola e caxumba) ou da tetra viral (que protege contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela). A criança que não recebeu a vacina para a febre amarela nem a tríplice viral ou tetra viral e for atualizar a situação vacinal, deve avaliar o risco epidemiológico para definir a vacina que irá receber primeiro e agendar a outra para 30 dias.

Os eventos adversos são possíveis reações após a vacinação da febre amarela. Os mais comuns relatados segundo estudos são: reações de hipersensibilidade, e as manifestações da própria doença com o desenvolvimento dos sinais e sintomas observados. Todo evento adverso deve ser investigado e tratado da mesma forma que os casos suspeitos de Febre Amarela. Se qualquer pessoa vacinada desenvolver os sinais e sintomas comuns para doença em até 15 dias após a vacinação, deve rapidamente procurar o serviço de saúde mais próximo para atendimento.

Em áreas as áreas consideradas de maior risco de exposição como matas, florestas, rios, cachoeiras, parques e o meio rural, utilizar roupas recomenda-se que medidas de proteção individual sejam adotadas, principalmente para quem tem alguma contraindicação para receber a vacina como: usar repelente de insetos de acordo com as indicações do produto; proteger a maior extensão possível de pele através do uso de calça comprida, blusas de mangas compridas e sem decotes, de preferência largas, não coladas ao corpo, meias e sapatos fechados; evitar na medida do possível o deslocamento para áreas rurais e, principalmente, adentrar em matas, seja a trabalho ou turismo; passar o maior tempo possível em ambientes refrigerados, uso de mosquiteiros e telas nas janelas. Atenção às crianças menores de 9 meses de idade, pois não irão receber a vacina, devendo utilizar-se repelente de acordo com as orientações de faixa etária de cada produto, bem como utilizar mosquiteiros e ou ambiente protegido. Além da vacina, deve-se manter os cuidados para evitar a proliferação dos mosquitos, mantendo as casas e as ruas limpas sem acúmulo de água parada, habitat ideal para reprodução dos vetores.

Tanto para turistas quanto para a população, o novo esquema é o mesmo. É necessária apenas uma dose da vacina contra a febre amarela para a imunização, que, no caso de viagens para Área Com Recomendação de Vacina, deve ser tomada com, ao menos, 10 dias de antecedência, que é o tempo que a pessoa esteja protegida.

O doador de sangue e/ou órgãos vacinado contra febre amarela deve aguardar um período de 4 (quatro) semanas depois de tomar a vacina para realizar a doação. Os frequentes doadores de sangue devem proceder a doação para depois receber a vacina.

Fonte: Ministério da Saúde