Boletim Epidemiológico Febre Amarela n° 12/2018 – 22 de junho de 2018

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A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) divulga o boletim n° 12/2018 sobre a situação epidemiológica da febre amarela (FA), vigilância de epizootias de Primatas Não Humanos – PNH (macacos) e eventos adversos pós-vacinação, em Santa Catarina, com dados até o dia 22 de junho de 2018.

 

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA

 

>> Vigilância de casos humanos

 

 

No período de 1º de janeiro a 22 de junho de 2018, foram notificados 50 casos suspeitos de febre amarela em Santa Catarina. Desses, 1 foi confirmado por critério laboratorial, 48 foram descartados (23 pelo critério laboratorial e 25 pelo critério clínico epidemiológico) e 1 permanece em investigação, conforme a Tabela 1.

 

Tabela 1: Casos notificados de febre amarela, segundo classificação e evolução. SC, 2018.

Fonte: SINAN NET (com informações até 22 de junho de 2018).

 

O caso confirmado de febre amarela é de um residente do município de Gaspar, com histórico de viagem para o município de Mairiporã/SP, o que caracteriza um caso importado. O caso em investigação possui histórico de deslocamento para Área Com Recomendação de Vacina nos 15 dias antes do início dos sintomas.

A Tabela 2 mostra a distribuição dos casos por região de saúde e município de residência.

 

Tabela 2. Casos notificados para febre amarela segundo região de saúde e município de residência. SC, 2018.

Fonte: SINAN NET (com informações até 22 de junho de 2018).

 

>> Vigilância de Epizootias em Primatas Não Humanos – PNH (macacos)

Os dados das epizootias serão divulgados conforme a sazonalidade da doença e a padronização da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, para melhor comparabilidade dos dados com os demais estados da federação. Dessa maneira, será considerado o período de julho de 2017 a junho de 2018.

No período de julho de 2017 a junho de 2018, foram notificadas 173 mortes e 4 adoecimentos de PNH em 49 municípios de Santa Catarina, como mostram os dados da Tabela 3. 

 

Tabela 3. Distribuição do número de PNH acometidos, por município de ocorrência e classificação. SC, jul. 2017 a jun. 2018.

*(incluídos os 4 adoecimentos de PNH)

Informações até 22 de junho de 2018.

 

Do total de PNH acometidos, 61 (34,4%) tiveram a causa do óbito indeterminada (sem possibilidade de diagnóstico devido à ausência de coleta de amostras para análise), 71 (40,1%) foram descartados por critério laboratorial (resultado negativo para febre amarela) e 45 (25,4%) permanecem em investigação.

Os municípios que registraram epizootias no período de monitoramento de julho 2017 a junho de 2018 estão dispostos na Figura 2. Até o dia 22 de junho de 2018, o estado de Santa Catarina não registrou nenhuma epizootia confirmada por FA.

 

Informações até 22/06/2018.

Figura 2. Epizootias em PNH segundo município de ocorrência. SC, jul. 2017 a jun. 2018.

 

Historicamente, a maior frequência de óbitos de PNH ocorre entre os meses de dezembro a maio (período sazonal), momento em que os serviços de vigilância devem estar mais sensíveis à suspeição de casos humanos e à ocorrência de epizootias. No entanto, é essencial que a população, diante do conhecimento de mortes de PNH, informe, em até 24 horas, as autoridades de saúde para que as coletas de amostras ocorram em tempo oportuno, visando a redução do número de epizootias indeterminadas.

 

>> Eventos Adversos Pós-Vacinação

No período de 1º de janeiro a 22 de junho de 2018, foram aplicadas 141.556 doses da vacina contra a febre amarela no estado de Santa Catarina. Nesse período, foram notificados 10 (0,007%) casos suspeitos de evento adverso grave pós-vacinação. Destes, 7 (60%) foram descartados e 3 (30%) foram confirmados.

Reforça-se que a vacina contra a febre amarela é considerada segura, sendo a medida mais eficaz para a proteção contra a doença. Ela é feita a partir de vírus vivo atenuado, que estimula a produção de anticorpos contra a doença. A ocorrência de eventos adversos, em especial os considerados graves, é rara, necessita de atendimento médico imediato e deve ser investigada pela vigilância epidemiológica.

               

>> Mais informações

• Hotsite da DIVE/SC sobre febre amarela: http://dive.sc.gov.br/febre-amarela/

• Página sobre febre amarela do Ministério da Saúde: http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/febre-amarela-sintomas-transmissao-e-prevencao  

• Página da Anvisa sobre saúde do viajante: http://portal.anvisa.gov.br/dicas-de-saude-para-viagem

 


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