CARNAVAL: reforce as medidas de prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis durante os dias de festa

Os cuidados para evitar as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são importantes durante todo o ano, mas no carnaval as medidas de prevenção devem ser redobradas. Por esse motivo, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde (SUV), da Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC) alerta para a necessidade do uso do preservativo em todas as relações sexuais.

De acordo com o médico infectologista da DIVE/SC, Eduardo Campos, a camisinha tanto masculina quanto feminina é o método mais eficaz para prevenir as IST, além de uma gravidez indesejada. “Durante o carnaval, haverá distribuição gratuita de preservativos em festas, blocos de rua, blitze, além de ações pontuais em todo o estado, mas é importante reforçar que as camisinhas também podem ser retiradas de graça nos serviços públicos de saúde”, esclarece Campos.

A DIVE/SC já enviou mais de dois milhões e trezentos mil preservativos aos municípios catarinenses, para que eles façam a distribuição durante os dias de festa. A Diretoria também firmou parceria com a concessionária Autopista Litoral Sul para a entrega de kits com preservativos e material informativo sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis nas praças de pedágio de Araquari, Porto Belo e Palhoça durante os dias de carnaval.

HIV/Aids

Segundo o último boletim divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, entre os anos de 2007 até junho de 2018, foram notificados 11.234 novos casos de infecção por HIV no estado. Mais da metade dos casos, 7.124 (63,4%) foram em homens. A faixa etária mais acometida foi de jovens, entre 20 a 34 anos, com 53,2% dos casos. A incidência da infecção se encontra estabilizada em quase todas as faixas etárias, mas permanece em crescimento na população jovem.

O vírus da imunodeficiência humana (HIV) se não tratado pode causar a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Não existe cura para a infecção pelo HIV. No entanto, realizando o tratamento adequado é possível viver com qualidade de vida.

Mais informações em: http://www.aids.sc.gov.br

PEP (Profilaxia Pós Exposição)

A Profilaxia Pós-Exposição é uma forma emergencial de prevenção medicamentosa da infecção pelo HIV. A PEP é recomendada para pessoas que tiveram relações sexuais desprotegidas, consentidas ou não. O tratamento deve iniciado, preferencialmente, nas primeiras 2 horas após a relação sexual ou​, no máximo, em até 72 horas, e deve ser continuado por 28 dias, sempre com orientação médica.

Sífilis adquirida

Entre os anos de 2010 a 2018, segundo dados da DIVE/SC, foram notificados 47.011 casos de sífilis adquirida no estado. A região da Grande Florianópolis foi a que registrou mais casos 11.329 (24,1%); em seguida veio a região Nordeste 9.632 (20,5%); e a da Foz do Rio Itajaí, com 5.438 (11,6%).

A sífilis é uma doença que pode ser evitada com o uso de preservativo e tem tratamento disponível na rede pública. Ainda assim, as taxas de detecção têm aumentado ao longo dos anos. Em 2010, era de 12,59 casos por 100 mil habitantes, já em 2018 saltou para 189,94 casos por 100 mil habitantes.

Mais informações em: http://www.dive.sc.gov.br/sifilis

Hepatites B e C

O uso da camisinha também pode prevenir infecções pelos vírus das hepatites B e C. Entre os anos de 2010 e junho 2018, foram notificados 21.292 casos de hepatites virais (B e C) em Santa Catarina, 13.160 (61,8%) de hepatite B e 8.132 (38,2%) de hepatite C.

As regiões com maior número de casos de hepatite B entre 2010 e junho de 2018 foram: Oeste, com 2.363 casos (18%); Extremo Oeste, com 1.681 (12,8%); e Grande Florianópolis, com 1.668 (12,7%).

Com relação à hepatite C, no mesmo período, foram notificados 2.299 (28,3%) casos na Grande Florianópolis; 1.197 (14,7%) na região Foz do Rio Itajaí; e 1.013 (12,5%) na Carbonífera, respectivamente.

Mais informações: http://dive.sc.gov.br/hepatites

Testes rápidos

São testes de fácil execução que conseguem identificar, de forma rápida e segura, se você tem alguma Infecção Sexualmente Transmissível (IST). Podem ser realizados gratuitamente nas unidades de saúde, a partir da coleta de uma gota de sangue da ponta do dedo. Os resultados são conhecidos em até 30 minutos. Os testes rápidos conseguem identificar as infecções por: HIV, Sífilis e Hepatites B e C.

 

Amanda Mariano
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