Boletim Epidemiológico nº 03/2020 Covid-19 (SARS-COV-2) - Dados atualizados em: 01/06/2020

Visualizar em PDF

Situação Epidemiológica

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), em 01/06/2020, a situação dos casos por Covid-19 no território nacional totalizou 526.477 confirmados, sendo que 29.937 destes evoluíram para óbito. Todas as unidades da federação registram óbitos. O Estado de Santa Catarina, com taxa de incidência de 132 casos/100 mil habitantes, ocupa a 20ª posição no ranking  entre as unidades federativas (UF) conforme mostra a distribuição no gráfico 1.

Santa Catarina

Desde a primeira confirmação de casos de Covid-19 até os dados atualizados em 01/06//2020, período vigente da Semana Epidemiológica (SE) 22, foram confirmados, considerando-se as diferentes definições de caso empregadas no período, 9.497 casos notificados no Estado e deste total, 146 casos evoluíram para óbito. A taxa de incidência foi de 132 casos/100 mil habitantes e taxa de mortalidade de 2,04 casos/100 mil habitantes. A figura 1 apresenta a distribuição dos casos acumulados segundo a data de início dos sintomas. 


Destaca-se que os 9.497 casos registrados incluem pessoas que são residentes em outros estados e foram diagnosticados em Santa Catarina.  O total de casos de Covid-19 de residentes em Santa Catarina somam 9.470 casos, conforme apresenta a tabela 1. 

Analisando a distribuição de casos por semana epidemiológica observa-se que houve um aumento do número de casos a partir da 17ª semana, onde o estado registrava 786 casos, passando para 1.868 casos registrados na 21ª. Os dados da semana 22 podem sofrer alteração, portanto, não refletem neste momento uma redução no número de casos, visto que somente nas semanas subsequentes será possível identificar os casos infectados (início dos sintomas) na 22ª semana epidemiológica. Considerando os casos acumulados, observa-se que o número de casos mais que dobrou da 18ª SE para a 22ª SE, passando de 3.783 para 9.497[J1]  casos confirmados por COVID-19 (Figuras 2 e 3).

A figura 4 mostra a distribuição dos principais comorbidades apresentadas pelos casos confirmados de Covid-19, sendo o sintoma mais prevalente a doença cardiovascular presente em 1,5% dos casos, seguido por diabetes relatado em 1,2% dos casos. Menos frequente foram constatados as pneumopatias (0,3%) e imunodeprimidos (0,3%). 

A figura 5 apresenta a proporção de sinais e sintomas entre os casos confirmados por Covid-19 em Santa Catarina é possível perceber que a tosse está presente em 50,2% dos casos, seguido pela febre em 43,2% dos casos e cefaleia presente em 22,8% dos casos. 

A tabela 1 apresenta os dados de casos por COVID-19 e sua distribuição geográfica por região de saúde entre os casos residentes em Santa Catarina que totalizaram 9.470 pessoas. De um modo geral, nota-se que as maiores taxas de incidência se concentram no Alto Uruguai Catarinense com 940 casos por 100 mil habitantes, seguido da região Oeste com 325,9 casos por 100 mil habitantes. Na região Nordeste se concentra a maior taxa de letalidade com 3,94% o que reflete uma proporção maior de óbitos em relação ao número de infectados. Enquanto a taxa de mortalidade, ou seja, a proporção de óbitos relacionada ao número populacional, é maior no Alto Uruguai Catarinense com 6,26 óbitos por 100 mil habitantes, seguido pela região de Xanxerê com 3,46 óbitos  por 100 mil habitantes.

 

Dentre os municípios do Estado que apresentam o maior número de casos confirmados destaca-se: Concórdia (n=931), Chapecó (n= 926), Florianópolis (n=687), Blumenau (n=659), Itajaí (n=461) e Balneário Camboriú (n=374) (tabela 3). A tabela 2 mostra o ranking dos municípios com maiores taxas de incidência do estado (casos por 100 mil habitantes), liderado pelo município de Entre Rios (2.685,0 casos/100mil habitantes), Concórdia (1.247,3 casos/100 mil habitantes) e Lindoia do Sul (1.227,3 casos/100 mil habitantes). Estes municípios podem registrar um menor número absoluto de casos, quando comparados a outros municípios (tabela 3), entretanto por possuírem uma população menor impacta em uma taxa de incidência elevada, quando comparados a municípios de grande porte (maior que 300.00 habitantes). O mapa 1 apresenta a distribuição espacial dos casos por município de residência. Os dados completos de todos os municípios do estado com casos confirmados e taxas de incidência por Covid-19 podem ser verificados no Anexo 1. 

 

ÓBITOS

Na Figura 6, apresenta-se a distribuição dos óbitos confirmados para COVID-19 segundo data do óbito. O estado registrou até 01/06//2020 146 óbitos e uma taxa de letalidade de 1,54.

Observa-se que houve dois picos no número de casos de óbitos em 24 de maio com um total de 7 óbitos e em 26 de maio com 10 óbitos ocorridos no mesmo dia. A figura 7 mostra a distribuição dos óbitos por data.

A figura 8 apresenta o percentual de óbitos por COVID-19 por Região de Saúde. As regiões mais atingidas são a Nordeste, totalizando 22,4%, Foz do Rio Itajaí com 22,4%, seguida pela Carbonífera com 11,20% dos óbitos.  As regiões menos atingidas são o Alto Vale do Rio do Peixe com 1,6% e o Alto Vale do Itajaí com 3,2%.

Ao analisar a distribuição dos óbitos por faixa etária, observa-se que a taxa de mortalidade aumenta conforme a idade em ambos os sexos (Figura 9). O sexo masculino é mais afetado em todas as faixas etárias mas principalmente conforme aumenta a idade, quando comparado ao sexo feminino. A taxa de mortalidade entre os homens com idades entre 70 e 79 anos é de 24,7 casos/100 mil habitantes e nas mulheres de 13,6 casos/100 mil habitantes, na faixa etária entre 80 a 89 anos aumenta para 75 casos/100 mil habitantes no sexo masculino e 27 casos/100 mil habitantes no sexo feminino.

A figura 10 indica a relação entre os óbitos e escolaridade.  Aproximadamente  70% dos óbitos registrados por COVID-19 ocorreram em indivíduos com menos de 8 anos de estudo, sendo 9% analfabetos. A menor proporção de mortes entre indivíduos com ensino superior pode estar relacionada a tendência de ampliação da disseminação do vírus observada entre os estratos socioeconômicos mais vulneráveis.

Observando os sinais e sintomas, a figura 11 mostra a alta prevalência dos sintomas que caracterizam a SRAG entre os óbitos por COVID-19, com predomínio de tosse (70%), febre (60%) e falta de ar (63%).

Dentre os óbitos confirmados para COVID-19, 80% das pessoas apresentaram pelo menos uma comorbidade. Esta prevalência é de 38% para doenças coronarianas, 41% para hipertensão, 37% para Diabetes Melittus e 26% dos óbitos tinham doença pulmonar crônica (figura 12).

 

HOSPITALIZAÇÕES POR SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE (SRAG)

A figura 13 apresenta o número de hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave em 2019 e 2020 no estado, por semana epidemiológica. Observa-se um aumento nas hospitalizações de SRAG em Santa Catarina em 2020, a partir da semana epidemiológica 9, quando comparada ao ano de  2019. Ao total foram hospitalizados 2.168 indivíduos até a semana 22 do ano de 2019 , sendo que, no período correspondente em 2020 foram hospitalizados 3.456 pessoas, um aumento de 1.300 casos  de internação por SRAG.

A figura 14 mostra as hospitalizações por SRAG conforme  classificação final, por semana epidemiológica, sendo analisada separadamente os casos de Covid-19 (SRAG por SARS-COV-2), SRAG não especificada, SRAG por influenza, SRAG por outros vírus respiratórios, SRAG por outros agentes etiológicos.   Observa-se que a partir da 12 semana houve um aumento importante de SRAG não especificada e casos em branco/em investigação em 2020 quando comparada ao ano de 2019.

Anexo I



Topo