Boletim Epidemiológico nº 09/2020 Covid-19 (SARS-COV-2) - Dados atualizados em: 14/07/2020

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De acordo com a OMS o Brasil ocupa o segundo lugar entre os países com maior número de casos e mortes por COVID-19 totalizando até o dia 14 de julho 1.862.681 casos confirmados e 72.100 mortes em todas as unidades da federação. Com base no conjunto de análises dos dados disponíveis até o momento o Estado de Santa Catarina ainda enfrenta um crescimento acelerado do número de casos, apresentando uma taxa de incidência de 643 casos/100 mil habitantes, taxa de mortalidade de 7,4 casos/100 mil habitantes e letalidade de 1,2%. Diante deste cenário reforça-se a necessidade da continuidade das medidas de prevenção individuais e coletivas, em especial o distanciamento social, e a ampliação das testagens.

Até o dia 14 de julho o estado de Santa Catarina registrou 46.065 casos de COVID-19, desde a confirmação do primeiro caso em 25 de fevereiro de 2020, considerando-se as diferentes definições de caso empregadas no período. Destaca- -se que estes casos registrados incluem também pessoas que são residentes em outros estados e foram diagnosticados e notificados em Santa Catarina. Todos os indicadores tem apresentado aumentos ao longo das semanas, a taxa de incidência passou de 472 casos/100 mil habitantes para 643 casos/100 mil habitantes no intervalo da semana de 06 de julho à 14 de julho de 2020. Os óbitos contabilizados entre os residentes no estado somam 533 casos com uma taxa de mortalidade que subiu de 5,7 casos/100 mil habitantes para 7,4 casos/100 mil habitantes, e a letalidade de 1,2% se manteve em relação a semana anterior.

Desde o início da epidemia no Estado, o mês de junho foi o que apresentou maior número de casos da série, representando 57% do total de casos notificados até o momento, em média foram 873 casos novos por dia.

Até o começo da Semana Epidemiológica (SE) 29 de 2020, no dia 14 de julho, foram confirmados 46.065 casos de COVID-19 no Estado de Santa Catarina. No decorrer da SE 25 (14 a 20/06) foram confirmados um total de 7.951 casos, período que ocorreu o maior número de registros, e encerrou com um aumento de 90% em relação à semana epidemiológica anterior (n=4.069; SE 24). Além disso, as SE 26 e 27 também tiveram um dos maiores picos de casos 6.935 e 7.258, respectivamente. Os dados da 28ª e 29ª semana podem sofrer alterações, portanto, não refletem neste momento uma redução no número de casos, visto que somente nas semanas subsequentes será possível identificar os casos infectados (início dos sintomas).

Os grupos mais acometidos pela infecção da COVID-19 permanecem a faixa etária de 30 a 39 anos (26,2%), seguido pelas pessoas com idades entre de 20 a 29 anos (21,6%). Nota-se que nestas mesmas faixas etárias o percentual de pessoas que vão a óbito é de 5,1% e 0,8% respectivamente. Ao analisar os grupos que compõem as faixas etárias mais avançadas observa-se que o percentual de infectados é mais baixo, quando comparados as faixas etárias mais jovens, no entanto o percentual de óbitos e a taxa de letalidade são elevados. Por exemplo, na faixa etária entre 80 e 89 anos os infectados representam 1,1% do total de casos de COVID-19, porém o percentual de óbitos é de 20,3%, e uma taxa de letalidade de 22,3%. De forma similar ocorre nas faixas de idade de 70 a 79 anos e em indivíduos com mais de 90 anos (gráfico 5). Em relação ao sexo dentre as pessoas infectadas as mulheres apresentam um percentual maior que os homens, representando 52,1% do total de casos registrados.  

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