Boletim Epidemiológico nº 11/2020 Covid-19 (SARS-COV-2) - Dados atualizados em: 28/07/2020

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Conforme os dados analisados até o dia 28 de julho de 2020, o Brasil atingiu 2.480.888 casos confirmados e 88.470 óbitos por COVID-19, mantendo-se na segunda colocação entre os países com maior número de casos no mundo, atrás somente dos Estados Unidos. Ao avaliarmos o cenário da pandemia entre as unidades da federação (UF), o estado de Santa Catarina está na 20ª posição no ranking nacional, se comparado o número de casos por 100 mil habitantes (taxa de incidência) em relação a outros estados, subindo duas posições nas últimas semanas. Até o final de maio, a região sul do país, incluindo Santa Catarina, que era referência no controle da epidemia, apresentou um aumento exponencial no número de casos e mortes por COVID-19 e concomitante as regiões Norte e Sudeste tiveram queda na velocidade de casos e mortes pela doença. Dentre as hipóteses que influenciam estes números, destacam-se: a sazonalidade do vírus, o comportamento da população e a adoção ou não de medidas de distanciamento. As médias diárias de casos analisados, em recortes de 30 dias, com base nos dados de casos confirmados até o momento, mostraram crescente aumento: no primeiro mês da pandemia, a média de casos era de 33/dia passando para 1.311/dia em julho de 2020.

Até o dia 28 de julho, o estado de Santa Catarina registrou 73.711 casos de COVID-19. Estes casos registrados, incluem também pessoas que são residentes em outros estados e que foram diagnosticadas e notificadas em Santa Catarina. Todos os indicadores têm apresentado aumento ao longo das semanas. A taxa de incidência passou de 759 casos/100 mil habitantes para 1.029 casos/100 mil habitantes, no intervalo da semana de 21 de julho até 28 de julho de 2020. Os óbitos contabilizados entre os residentes no estado somam 690 casos, com uma taxa de mortalidade que subiu de 9,7 casos/100 mil habitantes para 13,4 casos/100 mil habitantes, incremento de 38,1% em uma semana e a letalidade se manteve em 1,3%.

Ao analisar os indicadores por faixa etária, o maior percentual compreende os indivíduos que possuem idade entre 30 a 39 anos, totalizando 25,9% do total de casos, seguido pelas pessoas com idade entre 20 a 29 anos, com 21,1%. As faixas etárias menos atingidas são as mais avançadas, acima de 70 anos, considerando o número absoluto. Quando se avalia a mortalidade, os percentuais se invertem. A mortalidade é baixa nas idades entre 20 e 29 anos e 30 e 39 anos, com 0,9% e 4,5% do total, e 25,2% na faixa de 70 a 79 anos. Ao analisar os indicadores por faixa etária, considerando números absolutos e a distribuição percentual para cada idade, observa-se que os grupos mais acometidos pela infecção da COVID-19 permanece a faixa etária de 30 a 39 anos (25,9%), seguido pelas pessoas com idade entre de 20 a 29 anos (21,1%). Nota-se que nestas mesmas faixas etárias o percentual de pessoas que evoluem a óbito é de 4,5% e 0,9%, respectivamente. Ao analisar os grupos que compõem as faixas etárias mais avançadas, observa-se que o percentual de infectados é mais baixo, quando comparado as faixas etárias mais jovens. No entanto, o percentual de óbitos e a taxa de letalidade são elevados. Por exemplo, na faixa etária entre 80 e 89 anos, os infectados representam 1,1% do total de casos de COVID-19, porém o percentual de óbitos é de 20,3% e uma taxa de letalidade de 16,8%. De forma similar, ocorre nas faixas de idade de 70 a 79 anos e em indivíduos com mais de 90 anos. Em relação ao sexo, dentre as pessoas infectadas, as mulheres apresentam um percentual maior que os homens, representando 52,2% do total de casos registrados.

 

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