Boletim Epidemiológico nº 15/2020 Covid-19 (SARS-COV-2) - Dados atualizados em: 24/08/2020

Visualizar em PDF         

O Brasil registrou 3.622.861 casos confirmados por COVID-19 até o dia 24 de agosto de 2020, sendo o segundo país com o maior número de casos acumulados no mundo, atrás somente dos Estados Unidos.

Em relação aos óbitos, o Brasil voltou a apresentar os maiores números, registrando 7.018 óbitos novos na SE 34, seguido dos Estados Unidos (6.960) e Índia (6.758). Apesar da elevação no número de óbitos o Brasil apresenta uma tendência de estabilização nas últimas 11 semanas.

Ao avaliarmos o cenário da pandemia entre as unidades da federação (UF) o Estado de Santa Catarina ocupa a 17ª posição, segundo a taxa de incidência bruta (1.864 casos/100 mil hab.), a maior entre os estados da região Sul do país. O estado de Roraima apresenta a maior taxa de incidência do país, seguido do Distrito Federal e do Amapá.

Até o dia 24 de agosto de 2020 foram registrados em Santa Catarina um total de 133.533 casos de COVID-19, destes 129.327 são residentes no Estado. Com a nova atualização no número de infectados a taxa de incidência atingiu 1805,0 casos/100 mil habitantes e os óbitos contabilizados entre os residentes em Santa Catarina somam 2.066 casos com uma taxa de mortalidade de 28,8 casos/100 mil habitantes.

Observando a distribuição dos casos notificados, segundo a data de início dos sintomas, percebe-se um maior número absoluto de casos no mês de julho, representando 51,24% do total de casos desde o início da pandemia. Os casos registrados entre 1 a 24 de agosto totalizaram 22.864 (em média 952 casos diários), sendo que a soma do mesmo período de julho foi de 54.945 casos registrados (média de 2.289 casos/dia), esta comparação entre os meses pode indicar uma desaceleração na progressão da doença. No entanto, este dado deve ser interpretado com parcimônia e o cenário precisa ser avaliado ao longo das próximas semanas.

Os grupos mais acometidos pela infecção da COVID-19 permanecem na faixa etária de 30 a 39 anos (25,2%), seguido pelas pessoas com idades entre de 20 a 29 anos (21,2%). Nota-se que estas mesmas faixas etárias o percentual de pessoas que evoluem a óbito é de 2,7% e 0,9%, respectivamente. Ao analisar os grupos que compõem as faixas etárias mais avançadas, observa-se que o percentual de infectados é mais baixo, no entanto, o percentual de óbitos e a taxa de letalidade são elevados. Por exemplo, na faixa etária entre 80 e 89 anos os infectados representam 1,2% do total de casos de COVID-19, porém o percentual de óbitos é de 20,4%, e uma taxa de letalidade de 25,4%. De forma similar ocorre nas faixas de idade de 70 a 79 anos e em indivíduos com mais de 90 anos (gráfico 5). Em relação ao sexo, dentre as pessoas infectadas as mulheres apresentam um percentual maior que os homens, representando 52,7% do total de casos registrados.



Topo