Boletim Epidemiológico nº 29/2020 Covid-19 (SARS-COV-2) - Dados atualizados em: 01/12/2020

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O número de casos pela doença do coronavírus no Brasil totalizou até a presente data 6.391.640 casos desde o começo da pandemia, sendo que a média móvel dos últimos sete dias (23 a 30/11) foi de 38.154 novos diagnósticos por dia. Em relação aos óbitos foram registradas173.928 mortes pela doença sendo que a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 526 casos/dia. Entre as Unidades da Federação o estado de Santa Catarina teve um crescimento significativo de casos na últimas semanas passando a ocupar a 5ª posição entre os estados com a maior taxa de incidência do país (5.200 casos/100 mil hab.) com menos casos por 100.000 apenas dos estados de Roraima, Distrito Federal, Amapá e Tocantins. E o quarto estado com o maior número de casos absolutos do país atrás somente do estado de São Paulo, Minas Gerais e o estado da Bahia. 

No estado de Santa Catarina já foram notificados 372.545 casos confirmados de COVID-19 desde o começo da pandemia, destes 363.787 são de pessoas que residem no Estado. Todos os 295 municípios de Santa Catarina têm pelo menos um caso de COVID-19 e 243 municípios notificaram pelo menos um óbito da doença. Com a nova atualização do número de infectados a taxa de incidência de residentes no estado atingiu 5.077 casos/100 mil habitantes e os óbitos contabilizados entre os residentes em Santa Catarina somam 3.809 com uma taxa de mortalidade de 53,16 casos/100 mil habitantes. Analisando os dados por mês de ocorrência o mês de julho apresentou o maior número de casos confirmados até o momento (n=93.256 e média 3.108 casos/dia), em agosto esse número caiu praticamente pela metade (n=53.790 e média de 1.793 casos/dia) e em setembro observamos novamente uma redução do número de casos para 29.409 e média de 980 casos/dia o que indicava uma possível desaceleração da doença. No entanto, nas últimas semanas o estado tem apresentado um aumento expressivo e constante no número de casos, refletindo nos indicadores de outubro e novembro. O mês de outubro fechou com 53.928 casos e média de 1.797 casos/dia e o mês de novembro que registrou 91.11 com média de 3.093 casos/dia se igualando aos casos de julho que até então representavam o pico da pandemia no Estado.   

Os grupos mais acometidos pela infecção da COVID-19 mantem-se a faixa etária de 30 a 39 anos (25,4%), seguido pelas pessoas com idades entre de 20 a 29 anos (21,1%). Nota-se que nestas mesmas faixas etárias o percentual de pessoas que evoluem a óbito é de 2,2% e 0,9%, respectivamente. Ao analisar os grupos que compõem as faixas etárias mais avançadas, observa-se que o percentual de infectados é mais baixo, no entanto, o percentual de óbitos e a taxa de letalidade são elevados. Na faixa etária entre 80 e 89 anos os infectados representam 1,2% do total de casos de COVID-19, porém o percentual de óbitos é de 20,7%, e uma taxa de letalidade de 18,2%. De forma similar ocorre nas faixas de idade de 70 a 79 anos e em indivíduos com mais de 90 anos (gráfico 6). Em relação ao sexo, dentre as pessoas infectadas as mulheres apresentam um percentual maior que os homens, representando 50,9% do total de casos registrados, percentuais que variaram muito pouco ao longo de toda epidemia, demonstrando uma equiparidade entre os sexos quando se trata da chance de infecção.

Os óbitos no estado totalizam 3.809 óbitos até o dia 01 de dezembro de 2020, com taxa de mortalidade de 53,16 casos/100 mil hab. e letalidade de 1,05. O mês de agosto registrou o maior número de óbitos desde o começo da pandemia com 1.054 óbitos correspondendo a 27,7% de todos os óbitos ocorridos até o momento, em média foram a óbito 35 pessoas por dia no Estado no referido período. (tabela 3). Os gráficos 9 e 10 mostram a distribuição por semana epidemiológica, a semana epidemiológica 31 encerrou em 313 óbitos (em média 43 óbitos/dia) e na SE 32 foram registrados 278 óbitos (em média 39 óbitos/dia), sendo estes os maiores números de óbitos por semana já registrados. A partir da SE 32 até a SE 38 observa-se uma queda gradual no número de óbitos computados no estado, no entanto as semanas subsequentes apresentaram flutuações com semanas de aumento e de queda neste indicador, no entanto com o aumento no número de casos em outubro e novembro esperase um aumento no número de óbitos nas próximas semanas, já refletindo também na SE 48 que registrou 238 óbitos sendo a quarta semana com maior número de registros de COVID-19.   



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