Boletim Epidemiológico nº 30/2020 Covid-19 (SARS-COV-2) - Dados atualizados em: 08/12/2020

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O número de casos pela doença do coronavírus no Brasil atingiu na presente data 6.679.106 casos desde o começo da pandemia e entre os óbitos foram registrados 178.256 mortes. Entre as Unidades da Federação o estado de Santa Catarina teve um crescimento expressivo de casos nas últimas semanas passando da 4ª posição para a 5ª posição entre os estados com a maior taxa de incidência do país (5.667 casos/100 mil hab.), com menos casos por 100.000 apenas dos estados de Roraima, Distrito Federal e Amapá. Além disso, é o quarto estado com o maior número de casos absolutos do país atrás somente do estado de São Paulo, Minas Gerais e o Estado da Bahia. 

O estado de Santa Catarina ultrapassou 400 mil infectados desde o início da pandemia, destes 396.902 são de pessoas que residem no Estado. Todos os 295 municípios de Santa Catarina têm pelo menos um caso de COVID-19 e 243 municípios notificaram pelo menos um óbito pela doença. Com a nova atualização do número de infectados a taxa de incidência de residentes no estado atingiu 5.540 casos/100 mil habitantes e os óbitos contabilizados entre os residentes em Santa Catarina somam 4.132, com uma taxa de mortalidade de 57,67 casos/100 mil habitantes. Além disso, na última semana tivemos 91 mortes em 24 horas, o segundo maior número de óbitos em um único dia. Analisando os dados por mês de ocorrência o mês de novembro apresentou o maior número de casos confirmados até o momento (n=115.924 e média 3.864 casos/dia), representando praticamente 30% do total de casos já contabilizados e ultrapassando o mês de julho que até então era considerado o mês de maior pico da doença no Estado. Nota-se que o número de casos teve queda depois de julho nos meses que se sucederam, em agosto teve queda de praticamente 50% dos casos em relação a julho (n=53.901 e média de 1.796 casos/dia) e em setembro observamos novamente uma redução do número de casos para 29.531e média de 984 casos/dia o que indicava uma possível desaceleração da doença. No entanto, nas últimas semanas o estado tem apresentado um aumento expressivo e constante no número de casos, refletindo nos indicadores de outubro e novembro.  

O grupo mais acometido pela infecção da COVID-19 mante-se a faixa etária de 30 a 39 anos (25,4%), seguido pelas pessoas com idades entre de 20 a 29 anos (21,1%). As duas faixas etárias são responsáveis por 47% dos casos, por consequência o grupo que acaba por ser o maior potencial transmissor em comparação as outras faixas etárias. Nota-se que nestas mesmas faixas etárias o percentual de pessoas que evoluem a óbito é de 2,2% e 0,8%, respectivamente. Ao analisar os grupos que compõem as faixas etárias mais avançadas, observa-se que o percentual de infectados é mais baixo, no entanto, o percentual de óbitos e a taxa de letalidade são elevados. Na faixa etária entre 80 e 89 anos os infectados representam 1,2% do total de casos de COVID-19, porém o percentual de óbitos é de 21,2%, e uma taxa de letalidade de 18,4%. De forma similar ocorre nas faixas de idade de 70 a 79 anos e em indivíduos com mais de 90 anos (gráfico 6). Em relação ao sexo, dentre as pessoas infectadas as mulheres apresentam um percentual maior que os homens, representando 51,2% do total de casos registrados, percentuais que variaram muito pouco ao longo de toda epidemia, demonstrando uma equiparidade entre os sexos quando se trata da chance de infecção.  

Os óbitos no estado totalizam 4.132 mortes até o dia 08 de dezembro de 2020, com uma taxa de mortalidade de 57,67 casos/100 mil hab. e letalidade de 1,04. O mês de agosto registrou o maior número de óbitos desde o começo da pandemia com 1.055 mortes, correspondendo a 25,5% de todos os óbitos ocorridos até o momento, em média foram 35 pessoas por dia no Estado no referido período. Já o mês de dezembro, em sete dias atingiu uma média de 40 óbitos diários, se confirmada esta tendência espera-tenha a maior ocorrência de mortes desde o começo da pandemia ainda neste mês corrente (tabela 3). Os gráficos 9 e 10 mostram a distribuição por semana epidemiológica, a semana epidemiológica 31 encerrou em 313 óbitos (em média 43 óbitos/dia) e na SE 32 foram registrados 278 óbitos (em média 39 óbitos/dia), sendo estes os maiores números de óbitos por semana já registrados. A partir da SE 32 até a SE 42 observa-se uma queda gradual no número de óbitos computados no estado, nas semanas subsequentes este indicador voltou a apresentar aumentos, sendo que da SE 47 para 49 o incremento foi de 83% no número de óbitos entre estas semanas. É provável que com o aumento no número de casos em outubro e novembro ocorra um aumento no número de óbitos ainda, mais expressiva nas próximas semanas no Estado.   



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