Boletim Epidemiológico nº 31/2020 Covid-19 (SARS-COV-2) - Dados atualizados em: 15/12/2020

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O número de casos pela doença do coronavírus no Brasil atingiu na presente data 6.932.800 casos desde o começo da pandemia e entre os óbitos foram registrados 182.012 mortes. Entre as Unidades da Federação o estado de Santa Catarina teve um crescimento expressivo de casos nas últimas semanas passando da 5ª para a 4ª posição entre os estados com a maior taxa de incidência do país (6.079 casos/100 mil hab.), com menos casos por 100.000 apenas que os estados de Roraima, Distrito Federal e Amapá. Além disso, é o quarto estado com o maior número de casos absolutos do país atrás somente do estado de São Paulo, Minas Gerais e o Estado da Bahia. 

O estado de Santa Catarina registrou no último dia 15 de dezembro 435.547 mil infectados pelo coronavírus desde o início da pandemia, destes 426.107 são de pessoas que residem no Estado. Todos os 295 municípios de Santa Catarina têm pelo menos um caso de infecção pelo vírus e 251 municípios notificaram pelo menos um óbito pela doença. Com a nova atualização a taxa de incidência de residentes no estado atingiu 5.947 casos/100 mil habitantes e os óbitos contabilizados entre os residentes em Santa Catarina somam 4.504, com uma taxa de mortalidade de 62,86 casos/100 mil habitantes. Além disso, na última semana tivemos 91 mortes em 24 horas, o segundo maior número de óbitos em um único dia. 

Os grupos mais acometidos pela infecção da COVID-19 mantem-se a faixa etária de 30 a 39 anos representando 25,2% do total do Estado, seguido pelas pessoas com idades entre de 20 a 29 anos 21,0%). As duas faixas etárias são responsáveis por 46% dos casos, por consequência o grupo que acaba por ser o maior potencial transmissor em comparação as outras faixas etárias. No entanto, o percentual de óbitos nesta faixa etária é de 2,2% e 0,8%, respectivamente. Ao analisar os grupos que compõem as faixas etárias mais avançadas, observa-se que o percentual de infectados é mais baixo, no entanto, o percentual de óbitos e a taxa de letalidade são elevados. Na faixa etária entre 80 e 89 anos os infectados representam 1,2% do total de casos de COVID-19, porém o percentual de óbitos é de 21,2%, e uma taxa de letalidade de 18,5%. De forma similar ocorre nas faixas de idade de 70 a 79 anos e em indivíduos com mais de 90 anos. Em relação ao sexo, dentre as pessoas infectadas as mulheres apresentam um percentual maior que os homens, representando 51,4% do total de casos registrados, percentuais que variaram muito pouco ao longo de toda epidemia, demonstrando uma equiparidade entre os sexos quando se trata da chance de infecção.  

Os óbitos no estado totalizam 4.504 mortes, com uma taxa de mortalidade de 62,86 casos/100 mil hab. e letalidade de 1,06. O mês de agosto registrou o maior número de óbitos desde o começo da pandemia com 1.056 mortes, correspondendo a 23,4% de todos os óbitos ocorridos até o momento, em média foram 35 pessoas por dia no Estado no referido período. Da mesma forma que o número de casos observamos uma queda do indicador de mortalidade em setembro e outubro e uma ascensão em novembro e dezembro. Em quinze dias a média móvel atingiu 43 óbitos diários em dezembro, se confirmada esta tendência espera-se que seja o mês que tenha a maior ocorrência de mortes desde o começo da pandemia (tabela 3). Os gráficos 9 e 10 mostram a distribuição por semana epidemiológica, a semana epidemiológica 31 encerrou em 313 óbitos (em média 43 óbitos/dia) e na SE 32 foram registrados 278 óbitos (em média 39 óbitos/dia), sendo estes os maiores números de óbitos que até então se tinha registrado por semana. A partir da SE 32 até a SE 42 observa-se uma queda gradual no número de óbitos computados no estado, nas semanas subsequentes este indicador voltou a apresentar aumentos, sendo que da SE 47 para 49 o incremento foi de 110% no número de óbitos entre estas semanas. Com este novo panorâma nos registros de óbitos a SE 50 passou a ser a que registrou o maior número de óbitos até o momento, registrando 328 casos. É provável que com o aumento no número de casos em outubro e novembro ocorra um significativo aumento no número de óbitos nas próximas semanas no Estado. 

 



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