Boletim Epidemiológico nº 32/2020 Covid-19 (SARS-COV-2) - Dados atualizados em: 21/12/2020

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Nove meses depois dos primeiros casos registrados de COVID-19 no Brasil, mais de 7 milhões de casos já foram registrados e 180 mil mortes ocorreram pela doença. Entre as Unidades da Federação o estado de Santa Catarina teve um crescimento expressivo de casos nas últimas semanas passando da 5ª para a 4ª posição entre os estados com a maior taxa de incidência do país (6.0472 casos/100 mil hab.), com menos casos por 100.000 apenas que os estados de Roraima, Distrito Federal e Amapá. Além disso, é o quarto estado com o maior número de casos absolutos do país atrás somente do estado de São Paulo, Minas Gerais e o Estado da Bahia.

O estado de Santa Catarina registrou, no último dia 21 de dezembro, 463.732 mil infectados pelo coronavírus desde o início da pandemia, destes 454.081 são de pessoas que residem no Estado. Todos os 295 municípios de Santa Catarina têm pelo menos um caso de infecção pelo vírus e 259 municípios notificaram pelo menos um óbito pela doença. Com a nova atualização a taxa de incidência de residentes no estado atingiu 6.338 casos/100 mil habitantes e os óbitos contabilizados entre os residentes em Santa Catarina somam 4.771, com uma taxa de mortalidade de 66,59 casos/100 mil habitantes. O maior número de casos confirmados, segundo o mês de ocorrência, até o momento foi no mês de novembro com 130.068 casos e uma média de 4.335 casos/dia, representando praticamente 30% do total de casos já contabilizados.

Com os dados da última semana o mês de novembro ultrapassou o mês de julho, que até então era considerado o de maior pico da doença no Estado. Nota-se que os meses que sucederam o mês de julho os indicadores apresentaram queda no mês de agosto, por exemplo, a queda foi de praticamente 50% dos casos em relação à julho e em setembro observamos novamente uma redução do número de casos para o que indicava uma possível desaceleração da doença. No entanto, nas últimas semanas o estado tem apresentado um aumento expressivo e constante no número de casos, refletindo nos indicadores de outubro e novembro. Com a atualização do número de casos espera-se que em poucas semanas estes valores sejam refletidos no aumento do número de óbitos. Esses dados são preocupantes e demonstram uma nova ascensão da transmissão do vírus e entre as hipóteses que explicam estes aumentos destaca-se o relaxamento com as medidas de distanciamento social e das demais medidas preventivas que ainda são as únicas que garantem o controle da transmissibilidade do vírus.

Com a atualização do número de casos espera-se que em poucas semanas estes valores sejam refletidos no aumento do número de óbitos. Esses dados são preocupantes e demonstram uma nova ascensão da transmissão do vírus e entre as hipóteses que explicam estes aumentos destaca-se o relaxamento com as medidas de distanciamento social e das demais medidas preventivas que ainda são as únicas que garantem o controle da transmissibilidade do vírus.

 



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