Artigo sobre Hepatites Virais: Perigo silencioso

O teste rápido para as hepatites B e C, já estão incorporados ao SUS.

Na passagem do Dia Mundial de Luta contra as Hepatites, celebrado em 28 de julho, busca-se chamar atenção para uma doença silenciosa e grave que pode levar à morte se não for tratada a tempo. Para isso, os serviços de saúde estão cada vez mais preparados para diagnosticar e tratar casos de hepatites B e C.

Essa data serve, também, para lembrar que a prevenção é o melhor remédio. O uso de preservativos e o não compartilhamento de objetos perfurocortantes e de uso pessoal são as principais recomendações para se evitar a contaminação. Além disso, contra a hepatite B, outro grande aliado é a vacina, disponibilizada gratuitamente em toda a rede pública de saúde. São três doses que garantem proteção contra a hepatite B, que só em 2014 contabilizou 1.134 casos novos em Santa Catarina. Em relação à hepatite C, foram registrados 789 casos novos em 2014. Estima-se a ocorrência de mais de 500 mortes ao ano por doenças relacionadas às hepatites, como cirrose e câncer de fígado, só em Santa Catarina.

Os usuários dos serviços de manicure, pedicure, estúdios de tatuagens e de piercings devem se preocupar em conferir se os instrumentos utilizados estão devidamente esterilizados, pois o compartilhamento de alicates de unha, agulhas e até de lâminas de barbear estão entre as formas de transmissão de hepatites. Febre, tontura, fadiga, dor abdominal, enjoo, fezes claras, pele e olhos amarelados e urina escura são os principais sintomas das hepatites. Gestantes infectadas com o vírus têm de ficar em alerta, pois deverão receber atenção redobrada a fim de evitar a transmissão para a criança.

Novas tecnologias de diagnóstico, como o teste rápido para as hepatites B e C, já estão incorporados ao SUS. Além disso, novos tratamentos também estão sendo incorporados, o que garantirá melhor qualidade de vida ao portador da doença.

 

Simone T. Bittencourt - Assistente Social
Chefe de Divisão das Hepatites Virais da Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (DIVE) da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina

*Artigo postado no jornal Diário Catarinense em 26 de julho de 2015.
 
 
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