Sala de Situação fará videoconferência com municípios para tratar do plano de ação para combate do mosquito Aedes aegypti

Nesta quarta-feira, 6, a Secretaria de Estado da Saúde e a Defesa Civil de SC promoverão uma videoconferência com representantes de municípios para repassar informações sobre a implantação da Sala de Situação e o Plano Estadual de Intensificação das Ações de Mobilização e Combate ao Mosquito Aedes aegypti. Na última segunda-feira, o plano foi discutido durante a primeira reunião do ano da Sala de Situação implantada em dezembro passado pelo Governo do Estado.

A principal meta do plano é a eliminação, adequação e tratamento químico de potenciais criadouros em imóveis dos 28 municípios considerados infestados pelo mosquito, transmissor dos vírus da dengue, febre de chikungunya e zika. São eles: Anchieta, Balneário Camboriú, Chapecó, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Coronel Martins, Cunha Porã, Florianópolis, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Itajaí, Itapema, Joinville, Maravilha, Nova Itaberaba, Novo Horizonte, Palmitos, Passo de Torres, Pinhalzinho, Planalto Alegre, Princesa, São Bernardino, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Serra Alta, União do Oeste, Xanxerê e Xaxim.

Para coordenar as ações previstas, as prefeituras deverão implantar Salas de Situação locais até o dia 8 de janeiro, envolvendo representantes de diversos setores, como por exemplo: Vigilâncias em Saúde; Atenção Básica; Gerências Regionais de Saúde; Defesa Civil; Corpo de Bombeiros; Polícia Militar; Secretaria de Educação e Secretaria de obras/infraestrutura. 

“Localizados nas áreas infestadas, 400 mil imóveis deverão ser inspecionados até o dia 12 de fevereiro por meio de força-tarefa com a participação de agentes de combate a endemias, agentes comunitários de saúde, forças armadas, defesa civil, bombeiros e policiais militares”, explica Suzana Zeccer, gerente de Zoonoses da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC) e coordenadora da Sala de Situação. Um segundo ciclo de inspeções deverá ser realizado até 11 de março, com repetições bimestrais entre a segunda quinzena de março e junho de 2016.

Os imóveis que estiverem fechados deverão ser revisitados. “É preciso que as equipes façam o máximo esforço para visitarem todos os imóveis. Uma só casa pode estar gerando foco em toda a localidade”, alerta Suzana. O objetivo é intensificar o controle vetorial nas áreas infestadas, com visita a todos os imóveis nessas áreas, de forma a atingir Índices de Infestação Predial abaixo de 1% no Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa). Dados do LIRAa realizado em novembro mostram índices de infestação pelo Aedes aegypti de até 6,3%.

As visitas aos imóveis serão realizadas em etapas, inicialmente pelos agentes comunitários de saúde, que serão capacitados para prestarem orientações de prevenção aos moradores, assim como conscientizá-los sobre o recolhimento de pequenos recipientes inservíveis que podem servir de criadouros ao mosquito: garrafas, lixo, pratinhos de plantas, pneus velhos, entre outros. Recipientes de difícil acesso como calhas, lajes e caixas d'água serão identificadas para uma vistoria posterior a ser realizada em parceria com o Corpo de Bombeiros. Equipes de agentes comunitários de endemias farão o tratamento químico desses potenciais recipientes não-elimináveis, como caixas d'água sem cobertura e lajes que não podem receber drenagem.

A Sala de Situação do Estado funciona na sede da Dive/SC, em Florianópolis, e é composta por representantes da Secretaria de Estado da Saúde, Secretaria de Estado da Defesa Civil, Secretaria de Estado do Planejamento, Ministério da Defesa e de outros órgãos convidados. O Plano Estadual de Intensificação das Ações de Mobilização e Combate ao Mosquito Aedes aegypti está alinhado ao Plano Nacional, e foi estabelecido para auxiliar as prefeituras na organização e execução de atividades com o propósito de reduzir a infestação e a possibilidade de ocorrência de epidemias de dengue, chikungunya e zika nesses municípios.


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