Exames confirmam relação de casos de diarreia em Florianópolis com virose

Em janeiro deste ano, a Vigilância Epidemiológica de Florianópolis identificou, através do Monitoramento das Doenças Diarreicas Agudas, um aumento do número de atendimentos por diarreia no município acima do esperado para o atual período. Uma investigação epidemiológica foi realizada nas Unidades de Pronto Atendimento Norte e Sul, com o apoio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (Dive/SES/SC), onde foram coletadas amostras clínicas para pesquisa de bactérias e vírus. As amostras de bactérias tiveram os resultados negativos.

Nesta segunda-feira (01.02), foram divulgados os primeiros resultados das análises para vírus, com resultado positivo para Norovírus, confirmando a suspeita de virose. “O Norovírus é a maior causa de gastroenterite humana aguda não bacteriana relacionada à transmissão por água e alimentos e às aglomerações humanas. Apresenta predominância nos meses quentes e úmidos do verão, ao contrário do Rotavírus, que tem maior frequência nos meses secos e com temperaturas amenas”, explica a bióloga Fernanda Rosene Melo, chefe da Divisão de Doenças de Transmissão Hídrica Alimentar da Dive/SES/SC.

O Norovírus pode ser transmitido diretamente de pessoa a pessoa, via fecal-oral, bem como transmitido por via aérea, como nos casos de vômitos explosivos que ocorrem durante a doença. Pode ocorrer, também, via reservatório de água, quando águas subterrâneas são contaminadas ou por água de recreação ou consumo, contaminada por fossa séptica ou sistema de cloração deficiente.

A norovirose atinge adultos e crianças, e é altamente contagiosa. Por esse motivo, a transmissão pessoa para pessoa pode contribuir para a disseminação do surto. É caracterizada por náuseas, vômitos, diarreias, dores epigástrica e abdominal com duração de um até quatro dias. Normalmente os sintomas iniciam de 24 a 48 horas após a ingestão de alimento ou água contaminada.

Não existe tratamento específico para o Norovírus. Ao menor sinal de mal-estar, a pessoa deve procurar um médico, hidratar-se bastante (com água e água de coco) e manter repouso, evitando ambientes lotados e, também, o sol forte. Caso haja casos na família, os cuidados devem ser intensificados.

“Pedimos à população que redobre os cuidados de higiene e com o consumo de água e de alimentos. O Serviço de Vigilância do município está intensificando o trabalho de inspeção para evitar surtos e garantir a prevenção e medidas necessárias para manter e controlar a saúde da população no que se refere às situações já mencionadas”, complementa Fernanda.

Medidas de prevenção de diarreias:

  • Lave as mãos com água limpa e sabão. Também vale ter uma garrafinha de álcool em gel para as situações de emergência;
  • Lave bem as mãos e os alimentos antes de manipulá-los;
  • Utilize água filtrada ou fervida para preparar alimentos;
  • Só consuma alimentos em lugares onde a procedência é segura;
  • Lembre-se de higienizar latinhas de cerveja ou de refrigerante, afastando os riscos de contaminação pelo armazenamento inadequado;
  • Limpe todas as superfícies com hipoclorito a 2%, pois o Norovírus persiste em superfícies inanimadas secas por até 7 dias;
  • Esterilize mamadeiras e chupetas.

Fonte: Dive/SES/SC

Informações adicionais à imprensa:
Letícia Wilson / Patrícia Pozzo
Núcleo de Comunicação
Diretoria de Vigilância Epidemiológica
Secretaria de Estado da Saúde
(48) 3664-7406
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