Boletim Epidemiológico n° 07/2016 Situação da Dengue, Febre do Chikungunya e Zika Vírus em Santa Catarina (Atualizado em 01/03/2016)

 

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) divulga o boletim n° 7 de Dengue, Zika e Chikungunya, com dados referentes até a Semana Epidemiológica n° 08 (01 de janeiro a 27 de fevereiro de 2016).

Dengue

No período de 01 de janeiro a 27 de fevereiro de 2016 foram notificados 3.212 casos suspeitos de dengue em Santa Catarina. Desses, 764 (24%) foram confirmados pelo critério laboratorial, 1.275 (40%) foram descartados por apresentarem resultado negativo para dengue e 1.173 (36%) casos estão em investigação pelos municípios.

Do total de casos confirmados (764) até o momento, 626 (82%) são autóctones, com transmissão dentro de Santa Catarina, 90 (12%) são importados (transmissão fora do Estado) e 48 (6%) estão aguardando definição do Local Provável de Infecção (LPI) (Tabela 1).

 

Tabela 1: Casos notificados de dengue, segundo classificação. Santa Catarina, 2016.

Classificação

Casos

%

Confirmados

764

24

Autóctones

626

82

Importados

90

12

Aguardando LPI

48

6

Descartados

1275

40

Em investigação

1173

36

Total Notificados

3.212

100

Fonte: SINAN Online (com informações até o dia 27/02/2016).

 

Os 626 casos autóctones de Santa Catarina foram identificados em residentes nos municípios de Águas Frias (01), Balneário Camboriú (01), Bom Jesus (08), Caibi (01), Chapecó (31), Concórdia (01), Coronel Freitas (12), Cunha Porã (03), Descanso (18), Dionísio Cerqueira (02), Indaial (01), Itajaí (10), Itapema (04), Itapoá (01), Jaraguá do Sul (01), Lages (01), Maravilha (01), Modelo (02), Nova Erechim (01), Pinhalzinho (501), São Bento do Sul (01), São José do Cedro (01), São Miguel do Oeste (12), Saudades (02), Serra Alta (07), União do Oeste (01) e Videira (01) (Tabela 2).

Até o momento, conforme informações sobre o Local Provável de Infecção (LPI), existe confirmação de transmissão autóctone de dengue em 14 municípios de Santa Catarina: Balneário Camboriú, Bom Jesus, Caibi, Chapecó, Coronel Freitas, Descanso, Itajaí, Itapema, Pinhalzinho, São José do Cedro, Itapoá, São Miguel do Oeste, Saudades e Serra Alta. Mesmo os municípios de Bombinhas, Dionísio Cerqueira, Indaial, Itapiranga e União do Oeste, aparecerem na tabela 2 como Locais Prováveis de Infecção, conforme avaliação da DIVE ainda não há comprovação de circulação autóctone de dengue nestes municípios.

 

Tabela 2: Casos confirmados de dengue segundo município de residência e classificação de Local Provável de Infecção (LPI). Santa Catarina, 2016.

Municípios de Residência SC

Nº de casos em Investigação de LPI

Nº de casos importados

Nº de casos autóctones

Autóctones

LPI

Abelardo Luz

0

2

0

 

Águas Frias

0

0

1

1 Pinhalzinho

Balneário Camboriú

0

3

1

1 Balneário Camboriú

Balneário Barra do Sul

1

1

0

 

Biguaçu

0

1

0

 

Blumenau

1

5

0

 

Bom Jesus

4

0

8

8 Bom Jesus

Brusque

1

5

0

 

Caçador

0

1

0

 

Caibi

0

1

1

1 Caibi

Camboriú

1

2

0

 

Campos Novos

1

0

0

 

Canoinhas

0

3

0

 

Chapecó

2

7

31

1 Balneário Camboriú, 27 Chapecó, 3 Pinhalzinho

Concórdia

0

0

1

1 Pinhalzinho

Coronel Freitas

0

0

12

12 Coronel Freitas

Cunha Porã

1

0

3

3 Indeterminado

Descanso

2

1

18

10 Descanso, 1 Itapiranga, 2 Pinhalzinho

Dionísio Cerqueira

0

0

2

2 Dionísio Cerqueira

Faxinal dos Guedes

0

1

0

 

Florianópolis

0

5

0

 

Guaramirim

0

1

0

 

Indaial

0

1

1

1 Indaial

Itajaí

1

12

10

1 Bombinhas, 9 Itajaí

Itapema

0

1

4

4 Itapema

Itapoá

0

0

1

1 Itapoá

Ituporanga

0

1

0

 

Jaguaruna

0

1

0

 

Jaraguá do Sul

0

4

1

1 Itajaí

Joaçaba

0

1

0

 

Joinville

0

7

0

 

Lages

1

1

1

1 Balneário Camboriú

Laguna

1

0

0

 

Luzerna

1

0

0

 

Maravilha

0

0

1

1 Pinhalzinho

Modelo

0

0

2

2 Pinhalzinho

Navegantes

1

0

0

 

Nova Erechim

0

0

1

1 Pinhalzinho

Palhoça

1

2

0

 

Palmitos

0

1

0

 

Papanduva

0

1

0

 

Pinhalzinho

20

0

501

501 Pinhalzinho

Pomerode

0

1

0

 

Rio do Sul

1

2

0

 

Salete

0

1

0

 

São Bento do Sul

0

2

1

1 Pinhalzinho

São José

0

3

0

 

São José do Cedro

1

0

1

1 São José do Cedro

São Ludgero

1

0

0

 

São Miguel do Oeste

1

2

12

12 São Miguel do Oeste

Saudades

0

1

2

1 Pinhalzinho, 1 Saudades

Schroeder

2

2

0

 

Seara

1

0

0

 

Serra Alta

0

0

7

7 Serra Alta

União do Oeste

0

0

1

1 União do Oeste

Videira

1

1

1

1 Pinhalzinho

Xanxerê

0

1

0

 

Xaxim

0

2

0

 

Total

48

90

626

Fonte: SINAN Online (com informações até o dia 27/02/2016).

 

 O acompanhamento dos casos por semana epidemiológica (SE) mostra que, até o momento, o maior número de casos autóctones confirmados (198) ocorreu na SE 06 (07 e 13 de fevereiro) (Figura 1).

O município de Pinhalzinho apresenta, até o momento, o maior número de casos autóctones (501) no Estado, apresentando uma taxa de incidência de 2.764,6 casos por 100 mil habitantes, sendo classificado como nível de transmissão epidêmico (acima de 300 casos por 100 mil habitantes). Sua situação está sendo acompanhada pela DIVE/SC desde o final de 2015, quando foi detectado um aumento no número de notificações de casos suspeitos de dengue.

Nesse período, o município intensificou os ciclos de visitas, alcançando, no primeiro ciclo (15/01 a 16/02), um total de 75% de imóveis visitados em todos os bairros, e iniciou o segundo ciclo em 17/02, com 44% dos imóveis visitados até o momento. As visitas consistem em ações de educação em saúde, eliminação de possíveis criadouros e aplicação de larvicida, quando recomendado. Além disso, foram realizados, de forma complementar, três ciclos de aplicação de inseticida a Ultra Baixo Volume (UBV) por meio de equipamento acoplado a veículo, na área que concentrava a totalidade dos casos confirmados. 

Os demais municípios com casos confirmados foram orientados pela DIVE/SC para realizarem ações de bloqueio de transmissão, que consistem nas visitas aos imóveis onde residem os casos, e nos demais imóveis existentes num raio de 50 metros. Nesse momento, é realizada ação de educação em saúde, eliminação e tratamento de recipientes e, caso seja município considerado infestado, é orientado aplicação de inseticida UBV costal motorizado, na confirmação.

 

Figura 1: Casos de dengue segundo classificação final e SE de início dos sintomas - SC, 2016.
Total 2016: 3.212.
(Atualizado em 27/02/2016)

 

Comparação de casos notificados e autóctones em 2015 e 2016:

Em 2015 foram notificados 11.333 casos de dengue, dos quais 3.618 casos foram confirmados (32%), 6.876 (61%) foram descartados e 839 (7%) permanecem como inconclusivos. Do total de casos confirmados, 3.281 (91%) eram autóctones, 275 (7%) importados e 62 (2%) estão em investigação para identificação do local provável de infecção.

Em Santa Catarina, no ano de 2016, até SE 08 (27/02) o número de casos notificados de dengue (3.212 casos) está acima do registrado no mesmo período em 2015 (2.317 casos), representando um aumento de 28% no registro de um ano para outro. Já em relação aos casos autóctones, em 2016, também considerando até a SE 08 (27/02), foram confirmados 626 casos, enquanto que no mesmo período em 2015 haviam sido confirmados 596 casos, representando um aumento de 5% no número de casos autóctones confirmados de um ano para outro (Figura 2 e 3).

Em relação aos focos do mosquito Aedes aegypti, em 2016, até a SE 08 (27/02), foram identificados 2.218 focos, em 102 municípios. Neste mesmo período em 2015, tinham sido identificados 2.076 focos em 70 municípios (Figura 4).

Atualmente, além dos 28 municípios considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti, tais como Anchieta, Balneário Camboriú, Chapecó, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Coronel Martins, Cunha Porã, Florianópolis, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Itajaí, Itapema, Joinville, Maravilha, Nova Itaberaba, Novo Horizonte, Palmitos, Passo de Torres, Pinhalzinho, Planalto Alegre, Princesa, São Bernardino, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Serra Alta, União do Oeste, Xanxerê e Xaxim, mais dois municípios passaram a ser considerados infestados: Quilombo (infestação localizada no Bairro Centro) e São José (infestação localizada no Bairro Santos Dumont). A definição de infestação é realizada de acordo com a disseminação e manutenção dos focos.

 

Figura 2: Casos notificados de dengue, segundo Semana Epidemiológica de início dos sintomas. Santa Catarina, 2015-2016.
Total 2015: 11.333
Total 2016: 3.212
(Atualizado em 27/02/2016) 

 

Figura 3: Casos confirmados de dengue autóctones, segundo Semana Epidemiológica de início dos sintomas. Santa Catarina, 2015-2016.
Total 2015: 3.281
Total 2016: 627
(Atualizado em 27/02/2016) 

 

Figura 4: Focos identificados de Aedes aegypti, segundo Semana Epidemiológica. Santa Catarina, 2015-2016.
Total 2015: 7.249
Total 2016: 2.218
(Atualizado em 27/02/2016.)

 

Febre de Chikungunya

No período de 01 de janeiro a 27 de fevereiro de 2016, foram notificados cento e quinze (115) casos suspeitos de Febre de Chikungunya em Santa Catarina, todos permanecendo em investigação (Tabela 3 e 4).

 

Tabela 3: Casos de Febre de Chikungunya, segundo classificação. Santa Catarina, 2016.

Classificação

Casos

%

Confirmados

0

0

Autóctones

0

0

Importados

0

0

Descartados

0

0

Suspeitos

115

100

Total Notificados

115

100

Fonte: SINAN NET (com informações até o dia 27/02/2016).

 

Tabela 4: Casos de Febre de Chikungunya, segundo classificação e município de residência. SC, 2016.

Fonte: SINAN NET (com informações até o dia 27/02/2016).

 

Em 2015 foram notificados 130 casos suspeitos de Chikungunya, dos quais quatro (3%) foram confirmados, 84 (65%) foram descartados e 42 (32%) permanecem em investigação. Do total de quatro casos confirmados, um foi autóctone do município de Itajaí e outros três foram importados de outros estados.

 

Febre do Zika Vírus

No período de 01 de janeiro a 27 de fevereiro de 2016 foram notificados 143 casos suspeitos de Febre do Zika Vírus em Santa Catarina. Desses, 09 (7%) foram confirmados (08 pelo critério clínico-epidemiológico e 01 pelo critério laboratorial), 42 (29%) foram descartados e 92 (64%) permanecem em investigação.

Todos os casos confirmados são importados. Esses casos foram identificados em Braço do Norte, Brusque, Camboriú, Florianópolis, Ipuaçu, Videira e Xanxerê. Os prováveis locais de infecção foram os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Sergipe (Tabelas 5 e 6).

No ano de 2015 foram notificados 80 casos de febre do Zika Vírus, dos quais 9 foram confirmados pelo critério clínico-epidemiológico, sendo todos importados de outros estados, (residentes em Itapema, Laguna, Florianópolis, Bombinhas, Gaspar e Pomerode), 67 foram descartados e 4 permanecem em investigação.

 

Tabela 5: Casos de Febre do Zika Vírus, segundo classificação. Santa Catarina, 2015-2016.

Classificação

Casos

%

Confirmados

09

7

Autóctones

0

0

Importados

09

100

Descartados

42

29

Suspeitos

98

64

Total Notificados

143

100

Fonte: LACEN (com informações até o dia 27/02/2016).

 

Tabela 6: Casos de Febre do Zika Vírus, segundo classificação e município de residência. Santa Catarina, 2016.

Municípios de Residência SC

Casos Confirmados

Casos Descartados

Casos Em Investigação

Laboratorial

Clínico-epidemiológico

LPI

Abelardo Luz

 

 

 

2

2

Balneário Camboriú

 

 

 

2

 

Belmonte

 

 

 

 

1

Biguaçu

 

 

 

2

0

Blumenau

 

 

 

 

4

Bom Jesus

 

 

 

1

0

Braço Do Norte

 

1

Sergipe

 

 

Brusque

1

 

Mato Grosso

6

6

Caibi

 

 

 

1

 

Capivari de Baixo

 

 

 

 

2

Camboriú

 

1

Mato Grosso

 

 

Chapecó

 

 

 

4

13

Concórdia

 

 

 

 

1

Coronel Freitas

 

 

 

 

5

Criciúma

 

 

 

 

1

Florianópolis

 

2

Rio de Janeiro

11

8

Fraiburgo

 

 

 

 

1

Garopaba

 

 

 

1

 

Guarujá do Sul

 

 

 

 

1

Itajaí

 

 

 

2

15

Itapoá

 

 

 

 

1

Ipuaçu

 

2

Mato Grosso

 

 

Jaguaruna

 

 

 

 

1

Jaraguá do Sul

 

 

 

1

 

Joaçaba

 

 

 

1

 

Luiz Alves

 

 

 

 

Navegantes

 

 

 

1

1

Nova Erechim

 

 

 

1

 

Palhoça

 

 

 

 

3

Paraíso

 

 

 

 

1

Santo Amaro da Imperatriz

 

 

 

 

1

São Bento do Sul

 

 

 

1

 

São José

 

 

 

4

4

São José do Cedro

 

 

 

 

5

São Lourenço do Oeste

 

 

 

 

1

São Miguel do Oeste

 

 

 

 

3

Serra Alta

 

 

 

 

1

Timbó

 

 

 

1

 

Tubarão

 

 

 

 

1

Tunápolis

 

 

 

 

2

Urussanga

 

 

 

 

1

Videira

 

1

Mato Grosso do Sul

 

1

Xanxerê

 

1

Mato Grosso

 

1

Xaxim

 

 

 

 

3

TOTAL

1

8

 

42

92

Fonte: LACEN (com informações até o dia 27/02/2016).

 

Situação das Salas Municipais para o combate ao Aedes aegypti/SC

A Sala Estadual para o combate ao Aedes aegypti/SC informa que todos os 28 municípios infestados pelo Aedes aegypti implantaram a sala de situação municipal. Os municípios de Quilombo e São José passaram a ser considerados infestados, e também foram orientados a implantarem suas salas de situação, sendo que São José já informou a implantação da mesma. Esses municípios foram orientados a iniciar os ciclos de visitas a todos os imóveis existentes nas áreas infestadas e a repassarem informações diariamente à Sala Estadual sobre as ações realizadas.

Além disso, os 28 municípios considerados em situação de risco, por apresentarem aumento do número de focos e de área de detecção, introdução do Aedes aegypti devido à proximidade com municípios infestados com transmissão ou infestados, ocorrência de casos isolados ou por serem polos nas regiões em que estão inseridos, e que receberam repasse financeiro estadual em 2015 para qualificar as ações de vigilância e controle vetorial, foram orientados a implantarem suas salas. O objetivo das salas, nesses municípios, é de desencadear ações intersetorias, visando diminuir o risco de infestação ou mesmo introdução do vetor. Os municípios de Camboriú, Canoinhas, Cunha Porã, Mondaí, Navegantes, Porto União, São Domingos e Tijucas já informaram a implantação de suas salas.

Informações sobre as visitas aos imóveis continuam sendo repassadas diariamente para a Sala Estadual, por todos os 28 municípios infestados.

O número de imóveis em áreas infestadas foi novamente revisto, visto que o município de União do Oeste revisou seu reconhecimento geográfico. Assim, dos 333.010 imóveis em área infestada, que deveriam receber visita até o dia 13 de fevereiro (1º ciclo), foram realizadas visitas em 248.235 imóveis, representando 74,5% do total. Os imóveis fechados ou que a visita foi recusada totalizam 71.107, sendo que desses já foram recuperadas as visitas em 16.720, permanecendo 54.387 como pendentes (16,3% do total de imóveis existentes). Nesse ciclo, foram eliminados 112.697 recipientes (pequenos depósitos móveis como pratinhos de plantas, pneus e lixo).

Apesar do elevado número de pendências que ocorre, principalmente, nos municípios litorâneos (imóveis fechados), muitos iniciaram o segundo ciclo de visitas, buscando recuperar esses imóveis no ciclo de visitas subsequente. Como estratégia de recuperação de imóveis, os municípios podem utilizar a Medida Provisória 712/2016, que autoriza o ingresso forçado dos agentes públicos em imóveis que estejam fechados ou abandonados com iminente perigo à saúde publica pela presença do mosquito Aedes aegypti para a execução das ações de controle e combate a este vetor.

No 2º ciclo de vistas, que se iniciou em 15 de fevereiro, dos 333.010 imóveis em área infestada, já foram realizadas visitas em 70.417 imóveis, representando 21,1% do total. Os imóveis fechados ou que a visita foi recusada totalizam 26.928, sendo que desses já foram recuperadas as visitas em 2.915, permanecendo 24.013 como pendentes (7,2% do total de imóveis existentes). Os municípios de ainda não encaminharam os dados referentes ao segundo ciclo de visitas são: Chapecó, Cordilheira Alta, Florianópolis, São Miguel do Oeste e Xanxerê. Já foram eliminados 16.767 recipientes (pequenos depósitos móveis como pratinhos de plantas, pneus e lixo).

Formalizaram solicitação de apoio das Forças Armadas à Sala Estadual os municípios de Balneário Camboriú, Chapecó, Florianópolis, Itajaí, Itapema, Pinhalzinho e Xanxerê. Em Florianópolis e Balneário Camboriú, o contingente do Exército vem desenvolvendo ações de orientação à população e eliminação de possíveis criadouros. Os pedidos dos demais ainda aguardam o retorno da Sala Nacional.

Além da intensificação nas visitas aos imóveis das áreas infestadas desses 28 municípios, a Coordenação da Atenção Básica da SES/SC emitiu a Nota Técnica nº 001/2016 e a Sala Estadual realizou uma webconferência no dia 22/01 com os Agentes Comunitários de Saúde de todos os municípios catarinenses. A orientação repassada foi que, na rotina das visitas aos imóveis, devem ser priorizadas as ações de orientação para população sobre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, bem como formas de evitar e eliminar seus potenciais criadouros. Nestes municípios, os Agentes Comunitários de Saúde visitaram 142 mil visitas domiciliares enfocando ações de prevenção e educação em saúde relacionados ao Aedes aegypti.

 

Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti:

  • Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usar, coloque areia até a borda;

  • Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;

  • Mantenha lixeiras tampadas;

  • Deixe os depósitos para guardar água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;

  • Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;

  • Trate a água da piscina com cloro e limpe uma vez por semana;

  • Mantenha ralos fechados e desentupidos;

  • Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;

  • Retire a água acumulada em lajes;

  • Dê descarga no mínimo uma vez por semana em banheiros pouco usados;

  • Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;

  • Evite acumular entulho, pois podem se tornar locais de foco do mosquito da dengue.

  • Denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;

  • Caso apresente sintomas de dengue, chikungunya o Zika vírus, procure uma unidade de saúde para atendimento.

 

O que é Dengue?

É uma doença infecciosa febril causada por um arbovírus, sendo um dos principais problemas de saúde pública no mundo. É transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado. Os sintomas da dengue são: febre, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dor retro-orbital (atrás dos olhos), e manchas vermelhas na pele.

Pessoas que estiveram nos últimos 14 dias numa cidade com presença do Aedes aegypti ou com transmissão da dengue e apresentar os sintomas citados devem procurar uma unidade de saúde para diagnóstico e tratamento adequado.

 

O que é Febre de Chikungunya?

É uma infecção viral causada pelo Vírus Chikungunya, que pode se apresentar sob forma aguda (com sintomas abruptos de febre alta, dor articular intensa, dor de cabeça e dor muscular, podendo ocorrer erupções cutâneas) e evoluir para as fases: subaguda (com persistência de dor articular) e crônica (com persistência de dor articular por meses ou anos). O nome da doença deriva de uma expressão usada na Tanzânia que significa "aquele que se curva".

Pessoas que estiveram nos últimos 14 dias em cidade com presença do Aedes aegypti ou com transmissão da febre de chikungunya e apresentar os sintomas citados devem procurar uma unidade de saúde para diagnóstico e tratamento adequado.

 

O que é Febre do Zika Vírus?

É uma doença causada pelo vírus Zika (ZIKAV), transmitido pela picada do mesmo vetor da dengue, o Aedes aegypti, infectado. Pode manifestar-se clinicamente como uma doença febril aguda, com duração de 3-7 dias, geralmente sem complicações graves.

Segundo a literatura, mais de 80% das pessoas infectadas não desenvolvem manifestações clínicas. Porém, quando presentes, a doença se caracteriza pelo surgimento do exantema maculopapular pruriginoso, febre intermitente, hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido, artralgia, mialgia, edema periarticular e cefaleia. A artralgia pode persistir por aproximadamente um mês.  

 

Versão do Boletim em PDF 

 

Boletins

  1. Boletim Epidemiológico n°07/2018 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica de dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 14/04/2018 – SE 15/2018)
  2. Boletim Epidemiológico n° 06/2018 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica de dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 31/03/2018 – SE 13/2018)
  3. Boletim Epidemiológico n° 05/2018 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e do zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 17/03/2018 – SE 11/2018)
  4. Boletim Epidemiológico n° 02/2018 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 03/02/2018 – SE 05/2018)
  5. Boletim Epidemiológico n° 01/2018 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 20/01/2018 – SE 03/2018)
  6. Boletim Epidemiológico n° 26/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 30/12/2017 – SE 52/2017)
  7. Boletim Epidemiológico n° 25/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 16/12/2017 – SE 50/2017)
  8. Boletim Epidemiológico n° 24/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 25/11/2017 – SE 47/2017)
  9. Boletim Epidemiológico n° 23/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina
  10. Boletim Epidemiológico n° 22/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 28/10/2017 – SE 43/2017)
  11. Boletim Epidemiológico n° 21/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 14/10/2017 – SE 41/2017)
  12. Boletim Epidemiológico n° 20/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 30/09/2017 – SE 39/2017)
  13. Boletim Epidemiológico n° 19/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 16/09/2017 – SE 37/2017)
  14. Boletim Epidemiológico n°18/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 02/09/2017 – SE 35/2017)
  15. Boletim Epidemiológico n° 17/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 12/08/2017 – SE 32/2017)
  16. Boletim Epidemiológico n° 16/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 29/07/2017 – SE 30/2017)
  17. Boletim Epidemiológico n° 15/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 15/07/2017 – SE 28/2017)
  18. Boletim Epidemiológico n° 14/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 01/07/2017 – SE 26/2017)
  19. Boletim Epidemiológico n° 13/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 17/06/2017 – SE 24/2017)
  20. Boletim Epidemiológico n°12/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 03/06/2017 – SE 22/2017)
  21. Boletim Epidemiológico n° 11/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti, e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 20/05/2017 – SE 20/2017)
  22. Boletim Epidemiológico n° 10/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 06/05/2017 – SE 18/2017)
  23. Boletim Epidemiológico n° 09/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti, e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 22/04/2017 – SE 16/2017)
  24. Boletim Epidemiológico n° 08/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti, e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 08/04/2017 – SE 14/2017)
  25. Boletim Epidemiológico n° 07/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti, e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 25/03/2017 – SE 12/2017)
  26. Boletim Epidemiológico n° 06/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti, e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 11/03/2017 – SE 10/2017)
  27. Boletim Epidemiológico nº 05/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti, e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 25/02/2017 – SE 08/2017)
  28. Boletim Epidemiológico n° 4/2017 Situação da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 28/1/2017 – SE 4/2017)
  29. Boletim Epidemiológico n° 3/2017 Situação da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 28/1/2017 – SE 4/2017)
  30. Boletim Epidemiológico n° 02/2017 Situação da dengue, febre do chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 14/1/2017 – SE 2/2017)
  31. Boletim Epidemiológico n° 01/2017 Situação da dengue, febre do chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 7/1/2017 – SE 1/2017)

  32. Boletim Epidemiológico 2016 Situação da Dengue, Febre do Chikungunya e Zika Vírus em Santa Catarina (Atualizado em 05/04/2017)
  33. Boletim Epidemiológico 2015 Situação da Dengue, Febre do Chikungunya e Zika Vírus em Santa Catarina (Atualizado em 06/01/2016)

 


 

 

 

Informações adicionais​ à imprensa​:
Letícia Wilson / Patrícia Pozzo
Núcleo de Comunicação
Diretoria de Vigilância Epidemiológica
Secretaria de Estado da Saúde
Fone: (48) 3664-7406​ | 3664.7402
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.


Topo