Dive/SC explica o processo de investigação de óbito em paciente com suspeita de dengue no município de Chapecó

(Foto Núcleo de Comunicação – Dive/SC)

 

Na tarde desta terça-feira (15), foi realizada na Gerência Regional de Saúde de Chapecó uma coletiva de imprensa para apresentar o processo de investigação que está sendo realizado pelos técnicos da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (Dive/SC), referente à ocorrência de um óbito suspeito de dengue. A equipe da DIVE chegou à cidade na segunda-feira (14) e iniciou a investigação epidemiológica em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde de Chapecó, seguindo protocolos do Ministério da Saúde, junto aos serviços de saúde que prestaram algum atendimento ao paciente em busca de dados, resultados de exames, prontuários e outras informações que possam auxiliar na investigação.

De acordo com o médico infectologista Fábio Gaudenzi, Superintendente de Vigilância em Saúde, as amostras de sangue desse paciente foram encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen/SC) na segunda-feira para realização de diagnóstico laboratorial para dengue. Porém, os resultados, até o momento, não apontaram para a conclusão definitiva do diagnóstico, sendo necessário encaminhamento das amostras para o Instituto Adolfo Lutz de São Paulo (IAL/SP) – laboratório de referência em Saúde Pública para Santa Catarina, para realização de exames complementares. A previsão é de que os resultados sejam divulgados na próxima semana. “Estamos avaliando todos os possíveis fatores associados ao óbito”, afirmou.  

A orientação à população, de acordo com Gaudenzi, é que, em caso de sinais de alarme, procure atendimento médico para que não ocorra o agravamento da doença. Em Chapecó, podem ser procurados os 26 Centros de Saúde da Família, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), o Pronto Atendimento 24 horas da Efapi e, ainda, os hospitais. “A orientação é para que os pacientes procurem atendimento médico, para que o caso seja avaliado por profissionais”, reforçou. Por isso, é importante que as pessoas que apresentem quadro suspeito de dengue (febre alta de início abrupto acompanhada de dor de cabeça, dores musculares e no fundo dos olhos e náuseas) e tenham frequentado ou residem em regiões com casos confirmados de dengue, procurem imediatamente uma unidade de saúde para atendimento adequado. Os serviços de saúde devem estar preparados para realizar o manejo clínico adequado de pacientes com suspeita de dengue.

A equipe de epidemiologistas da Dive/SC também destacou que é importante, nesse momento, que todos os municípios reforcem, ainda mais, as ações e as orientações à população em relação ao combate ao mosquito, com a eliminação de todos os possíveis criadouros do vetor. “Ainda existe um certo ceticismo em relação ao risco de ocorrência da dengue no estado, mas, aos poucos, as pessoas estão entendendo a gravidade dessa doença”, considerou Gaudenzi. 

 

Informações adicionais​ à imprensa​:
Letícia Wilson / Patrícia Pozzo
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