Boletim Epidemiológico n° 10/2016 Situação da Dengue, Febre do Chikungunya e Zika Vírus em Santa Catarina (Atualizado em 19/03/2016)

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A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) divulga o boletim n° 10 de Dengue, Zika e Chikungunya, com dados referentes até a Semana Epidemiológica n° 11 (01 de janeiro a 19 de março de 2016).

 

>> Dengue

No período de 01 de janeiro a 19 de março de 2016 foram notificados 5.856 casos suspeitos de dengue em Santa Catarina. Desses, 1.883 (32%) foram confirmados (1.506 pelo critério laboratorial e 377 pelo critério clínico epidemiológico), 2.512 (43%) foram descartados por apresentarem resultado negativo para dengue e 1.461 (25%) casos estão em investigação pelos municípios. [continue lendo]

Do total de casos confirmados (1.883) até o momento, 1.690 (90%) são autóctones, com transmissão dentro de Santa Catarina, 136 (7%) são importados (transmissão fora do Estado) e 57 (3%) estão aguardando definição do Local Provável de Infecção (LPI) (Tabela 1).

 

Tabela 1: Casos notificados de dengue, segundo classificação. Santa Catarina, 2016.

Classificação

Casos

%

Confirmados

1.883

32

        Autóctones

1.690

90

        Importados

136

7

        Em investigação de LPI

57

3

Descartados

2.512

43

Suspeitos

1.461

25

Total Notificados

5.856

100

Fonte: SINAN Online (com informações até o dia 19/03/2016).

 

Conforme informações sobre o Local Provável de Infecção (LPI), até o momento existe confirmação de transmissão autóctone de dengue em 17 municípios de Santa Catarina: Balneário Camboriú, Bom Jesus, Caibi, Chapecó, Coronel Freitas, Descanso, Itajaí, Itapema, Itapoá, Modelo, Pinhalzinho, São José do Cedro, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Saudades, Serra Alta e Xanxerê (Tabela 2).

O município de Pinhalzinho apresenta, até agora, o maior número de casos autóctones (1.336) no Estado, apresentando uma taxa de incidência de 7.145,9 casos por 100 mil habitantes. Além de Pinhalzinho, Serra Alta possui uma taxa de incidência de 1.570,0 casos por 100 mil habitantes, Descanso 811,3 por 100 mil/hab, Bom Jesus 638,1 por 100 mil/hab e Coronel Freitas 509,8 por 100 mil/hab. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera como nível de transmissão epidêmico, taxas de incidência acima de 300 casos de dengue por 100 mil habitantes.

 

Tabela 2: Casos autóctones de dengue segundo Local Provável de Infecção (LPI). Santa Catarina, 2016.

Municípios

Casos

%

Pinhalzinho

1336

79,7

Chapecó

86

5,1

Descanso

69

4,1

Coronel Freitas

52

3,1

Serra Alta

52

3,1

Bom Jesus

18

1,1

São Miguel do Oeste

17

1,0

Itajaí

13

0,8

Balneário Camboriú

10

0,6

Itapema

5

0,3

Modelo

5

0,3

Caibi

3

0,2

Saudades

3

0,2

Xanxerê

3

0,2

São José do Cedro

2

0,1

Itapoá

1

0,2

São Lourenço do Oeste

1

0,2

Indeterminado

14

0,8

Total

1676

100

Fonte: SINAN Online (com informações até o dia 19/03/2016).

 

O acompanhamento dos casos por semana epidemiológica (SE) mostra que, até o momento, o maior número de casos autóctones confirmados (416) ocorreu na SE 09 (28 de fevereiro e 05 de março) (Figura 1).

 

Figura 1: Casos de dengue segundo classificação final e SE de início dos sintomas - SC, 2016.
Total 2016: 5.856.
(Atualizado em 19/03/2016)

 

>> Comparação de casos notificados e autóctones em 2015 e 2016:

Em 2015 foram notificados 11.333 casos de dengue, dos quais 3.619 casos foram confirmados (32%), 6.875 (61%) foram descartados e 839 (7%) permanecem como inconclusivos. Do total de casos confirmados, 3.281 (91%) eram autóctones, 275 (7%) importados e 63 (2%) não definiram o local provável de infecção.

Em Santa Catarina, no ano de 2016, até SE 11 (19/03) o número de casos notificados de dengue (5.856 casos) está acima do registrado no mesmo período em 2015 (4.201 casos), representando um aumento de 28% no registro de um ano para outro. Já em relação aos casos autóctones, em 2016, também considerando até a SE 11, foram confirmados 1.690 casos, enquanto que no mesmo período em 2015 haviam sido confirmados 1.323 casos, representando um aumento de 22% no número de casos autóctones confirmados de um ano para outro (Figura 2 e 3).

Em relação aos focos do mosquito Aedes aegypti, em 2016, até a SE 11 (19/03), foram identificados 3.252 focos, em 116 municípios. Neste mesmo período em 2015, tinham sido identificados 2.916 focos em 83 municípios (Figura 4).

Atualmente, há 33 municípios considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti: Anchieta, Balneário Camboriú, Bom Jesus, Chapecó, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Coronel Martins, Cunha Porã, Descanso, Florianópolis, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Itajaí, Itapema, Joinville, Maravilha, Nova Itaberaba, Novo Horizonte, Palmitos, Passo de Torres, Pinhalzinho, Planalto Alegre, Princesa, Quilombo, São Bernardino, São José, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Santo Amaro da Imperatriz, Serra Alta, União do Oeste, Xanxerê e Xaxim. Em comparação com o último boletim, houve a inclusão do município de Santo Amaro da Imperatriz (bairro de Varginha). A definição de infestação é realizada de acordo com a disseminação e manutenção dos focos. Os municípios de Bom Jesus e Descanso, embora não tenham detectado até o momento disseminação e manutenção dos focos de A. aegypti, foram considerados infestados em função da elevada taxa de incidência de dengue em seus territórios (autoctonia).

 

Figura 2: Casos notificados de dengue, segundo Semana Epidemiológica de início dos sintomas. Santa Catarina, 2015-2016.
Total 2015: 11.333
Total 2016: 5.856
(Atualizado em 19/03/2016)

 

Figura 3: Casos confirmados de dengue autóctones, segundo Semana Epidemiológica de início dos sintomas. Santa Catarina, 2015-2016.
Total 2015: 3.281
Total 2016: 1.690
(Atualizado em 19/03/2016)

 

Figura 4: Focos identificados de Aedes aegypti, segundo Semana Epidemiológica. Santa Catarina, 2015-2016.
Total 2015: 7.249
Total 2016: 3.252
(Atualizado em 19/03/2016.)

 

O que é Dengue?

A dengue é uma doença infecciosa febril causada por um arbovírus, sendo um dos principais problemas de saúde pública no mundo. Ela transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado.

A infecção pelo vírus dengue pode ser assintomática ou sintomática. Quando sintomática, causa uma doença sistêmica e dinâmica de amplo espectro clínico, variando desde formas mais leves (oligossintomáticas) até quadros graves, podendo evoluir para o óbito. Todos os quatro sorotipos de vírus da dengue circulantes no mundo (DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4) causam os mesmos sintomas, não sendo possível distingui-los somente pelo quadro clínico. O termo “dengue hemorrágica” deixou de ser empregado em 2014, quando o Brasil passou a utilizar a nova classificação da doença, que leva em consideração que a dengue é uma doença única, dinâmica e sistêmica. Para efeitos clínicos e epidemiológicos, considera-se a seguinte classificação: Dengue, Dengue com sinais de alarme e Dengue grave.

 

Sinais e sintomas

Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40° C) de início abrupto, que tem duração de dois a sete dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. Manchas pelo corpo estão presentes em 50% dos casos, podendo atingir face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes.

Com a diminuição da febre, entre o terceiro e o sétimo dia do início da doença, grande parte dos pacientes recupera-se gradativamente, com melhora do estado geral e retorno do apetite. No entanto, alguns pacientes podem evoluir para a forma grave da doença, caracterizada pelo aparecimento de sinais de alarme, que podem indicar o deterioramento clínico do paciente.

 

Quadros graves

Sangramentos de mucosas (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, letargia, sonolência ou irritabilidade, hipotensão e tontura são considerados sinais de alarme. Alguns pacientes podem, ainda, apresentar manifestações neurológicas, como convulsões e irritabilidade.

O choque ocorre quando um volume crítico de plasma (parte líquida do sangue) é perdido através do extravasamento nos vasos sanguíneos, e caracteriza-se por pulso rápido e fraco, diminuição da pressão de pulso, extremidades frias, demora no enchimento capilar, pele pegajosa e agitação. O choque é de curta duração e pode levar à recuperação rápida, após terapia apropriada, ou ao óbito, de 12 a 24 horas.

Qualquer pessoa pode desenvolver formas graves de dengue, já na primeira infecção, apesar da maior frequência ser entre a segunda ou terceira infecção devido à resposta imune individual. No entanto, crianças, gestantes e idosos, além daqueles em situações especiais (portadores de hipertensão arterial, diabetes melitus, asma brônquica, alergias, doenças hematológicas ou renais crônicas, doença grave do sistema cardiovascular, doença ácido-péptica ou doença autoimune), têm maior risco de apresentarem quadros graves de dengue.

Atenção: Na presença de sinais de alarme, o paciente deve retornar imediatamente ao serviço de saúde.

Pessoas que estiveram nos últimos 14 dias numa cidade com presença do Aedes aegypti ou com transmissão da dengue e apresentar os sintomas citados devem procurar uma unidade de saúde para diagnóstico e tratamento adequado.

 

>> Febre de Chikungunya

No período de 01 de janeiro a 19 de março de 2016, foram notificados 244 casos suspeitos de Febre de Chikungunya em Santa Catarina. Desses, 12 (5%) foram confirmados, 60 (25%) foram descartados e 171 (70%) permanecem em investigação. Todos os casos confirmados (12) são importados (Tabela 3 e 4). [continue lendo]

 

Tabela 3: Casos de Febre de Chikungunya segundo classificação. Santa Catarina, 2016.

Classificação

2016

Casos

%

Confirmados

12

5

Autóctones

0

0

Importados

12

100

Em investigação de LPI

0

0

Descartados

60

25

Suspeitos

171

70

Total Notificados

244

100

Fonte: SINAN NET (com informações até o dia 19/03/2016).

 

Tabela 4: Casos confirmados de Febre de Chikungunya segundo classificação, município de residência e local provável de infecção (LPI). Santa Catarina, 2016.

 Fonte: SINAN NET (com informações até o dia 19/03/2016).

 

Em 2015 foram notificados 134 casos suspeitos de Chikungunya, dos quais 08 (6%) foram confirmados, 98 (73%) foram descartados e 28 (21%) permanecem inconclusivos. Do total de oito casos confirmados, um foi autóctone do município de Itajaí e outros sete foram importados de outros estados. Esses casos foram identificados em Blumenau, Cunha Porã, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville e São José.

 

O que é Febre de Chikungunya?

É uma infecção viral causada pelo Vírus Chikungunya, que pode se apresentar sob forma aguda (com sintomas abruptos de febre alta, dor articular intensa, dor de cabeça e dor muscular, podendo ocorrer erupções cutâneas) e evoluir para as fases: subaguda (com persistência de dor articular) e crônica (com persistência de dor articular por meses ou anos). O nome da doença deriva de uma expressão usada na Tanzânia que significa "aquele que se curva".

Pessoas que estiveram nos últimos 14 dias em cidade com presença do Aedes aegypti ou com transmissão da febre de chikungunya e apresentar os sintomas citados devem procurar uma unidade de saúde para diagnóstico e tratamento adequado.

 

 >> Zika Vírus

No período de 01 de janeiro a 19 de março de 2016 foram notificados 179 casos suspeitos de Febre do Zika Vírus em Santa Catarina. Desses, 14 (7%) foram confirmados (13 pelo critério clínico-epidemiológico e 01 pelo critério laboratorial), 73 (41%) foram descartados e 92 (52%) permanecem em investigação. [continue lendo]  

 Todos os casos confirmados são importados. Esses casos foram identificados em Belmonte, Braço do Norte, Brusque, Camboriú, Florianópolis, Ipuaçu, Luiz Alves, Paraíso, São João do Sul, São Francisco do Sul, Videira e Xanxerê. Os prováveis locais de infecção foram os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rondônia, São Paulo e Sergipe (Tabelas 5 e 6).

 

Tabela 5: Casos de Febre do Zika Vírus, segundo classificação. Santa Catarina, 2015-2016.

Classificação

Casos

%

Confirmados

14

8

        Autóctones

0

0

        Importados

14

100

        Em investigação de LPI

0

0

Descartados

73

41

Suspeitos

92

51

Total Notificados

179

100

Fonte: LACEN (com informações até o dia 19/03/2016).

 

Tabela 6: Casos confirmados de Febre do Zika Vírus segundo classificação, município de residência e local provável de infecção (LPI). Santa Catarina, 2016.

Municípios de Residência SC

Casos Confirmados

Laboratorial

Clínico-epidemiológico

LPI

Belmonte

 

1

Mato Grosso

Braço do Norte

 

1

Sergipe

Brusque

1

 

Mato Grosso

Camboriú

 

1

Mato Grosso

Florianópolis

 

2

Rio de Janeiro

Ipuaçu

 

2

Mato Grosso

Luís Alves

 

1

São Paulo

Paraíso

 

1

Mato Grosso

São Francisco do Sul

 

1

Pernambuco

São João do Sul

 

1

Rondônia

Videira

 

1

Mato Grosso do Sul

Xanxerê

 

1

Mato Grosso

TOTAL

1

13

 

Fonte: LACEN (com informações até o dia 19/03/2016).

 

No ano de 2015 foram notificados 80 casos de febre do Zika Vírus, dos quais 9 foram confirmados pelo critério clínico-epidemiológico, sendo todos importados de outros estados, (residentes em Itapema, Laguna, Florianópolis, Bombinhas, Gaspar e Pomerode), 70 foram descartados e 1 permanece inconclusivo.

 

O que é Febre do Zika Vírus?

É uma doença causada pelo vírus Zika (ZIKAV), transmitido pela picada do mesmo vetor da dengue, o Aedes aegypti, infectado. Pode manifestar-se clinicamente como uma doença febril aguda, com duração de 3-7 dias, geralmente sem complicações graves.

Segundo a literatura, mais de 80% das pessoas infectadas não desenvolvem manifestações clínicas. Porém, quando presentes, a doença se caracteriza pelo surgimento do exantema maculopapular pruriginoso, febre intermitente, hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido, artralgia, mialgia, edema periarticular e cefaleia. A artralgia pode persistir por aproximadamente um mês.  

 

>> Situação das Salas Municipais para o combate ao Aedes aegypti/SC

A Sala Estadual para o combate ao Aedes aegypti/SC informa que, dos 33 municípios considerados infestados, 30 implantaram a sala de situação municipal. Os municípios de Bom Jesus e Descanso ainda não informaram sobre a implantação da sala, e Santo Amaro da Imperatriz está sendo orientado para implantação da mesma. Esses municípios foram estimulados a iniciar os ciclos de visitas a todos os imóveis existentes nas áreas infestadas e a repassarem informações diariamente à Sala Estadual sobre as ações realizadas. [continue lendo]

Além disso, os 28 municípios considerados em situação de risco, por apresentarem aumento do número de focos e de área de detecção, introdução do Aedes aegypti devido à proximidade com municípios infestados com transmissão ou infestados, ocorrência de casos isolados ou por serem polos nas regiões em que estão inseridos, foram orientados a implantarem salas de situação. São eles: Sombrio, Canoinhas, Porto União, Concórdia, Palhoça, Tijucas, Jaraguá do Sul, Dionísio Cerqueira, Mondaí, Palma Sola, Tubarão, Caçador, Blumenau, Brusque, Cunha Porã, Nova Erechim, Criciúma, Bombinhas, Balneário Piçarras, Camboriú, Ilhota, Luís Alves, Navegantes, Penha, Porto Belo, São Bento do Sul, Ipuaçu e São Domingos.

Esses municípios receberam repasse financeiro estadual em 2015 para qualificar as ações de vigilância e controle vetorial. O objetivo das salas, nesses municípios, é de desencadear ações intersetorias, visando diminuir o risco de infestação ou mesmo introdução do vetor. Os municípios de Bombinhas, Camboriú, Canoinhas, Criciúma, Dionísio Cerqueira, Ipuaçu, Luís Alves, Mondaí, Navegantes, Nova Erechim, Porto União, São Domingos e Tijucas já informaram a implantação de suas salas.

Informações sobre as visitas aos imóveis continuam sendo repassadas diariamente para a Sala Estadual, por 28 dos 33 municípios infestados. Os municípios de Bom Jesus, Descanso, Quilombo, Santo Amaro da Imperatriz e São José não repassaram nenhum dado sobre as visitas aos imóveis até o momento.

Assim, dos 333.010 imóveis em área infestada, que deveriam receber visita até o dia 13 de fevereiro (1º ciclo), foram realizadas visitas em 278.339 imóveis, representando 83,6% do total. Os imóveis fechados ou que a visita foi recusada totalizam 82.221, sendo que desses já foram recuperadas as visitas em 17.852, permanecendo 64.369 como pendentes (19,3% do total de imóveis existentes). Nesse ciclo, foram eliminados 135.173 recipientes (pequenos depósitos móveis como pratinhos de plantas, pneus e lixo).

No 2º ciclo de vistas, que se iniciou em 15 de fevereiro, dos 333.359 imóveis em área infestada, já foram realizadas visitas em 127.569 imóveis, representando 38,3% do total. Os imóveis fechados ou que a visita foi recusada totalizam 48.953, sendo que desses já foram recuperadas as visitas em 13.000, permanecendo 35.953 como pendentes (10,7% do total de imóveis existentes). O município que ainda não encaminhou os dados referentes ao segundo ciclo de visitas é somente Chapecó. Já foram eliminados 33.721 recipientes.

Os municípios de Balneário Camboriú, Chapecó, Florianópolis, Itajaí, Itapema, Pinhalzinho e Xanxerê, formalizaram à Sala Estadual de Santa Catarina a solicitação de apoio das Forças Armadas. Em Florianópolis, o contingente do Exército vem desenvolvendo ações de orientação à população e eliminação de possíveis criadouros. Os pedidos dos demais ainda aguardam o retorno da Sala Nacional.

Além da intensificação nas visitas aos imóveis das áreas infestadas desses 33 municípios, a Coordenação da Atenção Básica da SES/SC emitiu a Nota Técnica nº 001/2016 e a Sala Estadual realizou uma webconferência no dia 22/01 com os Agentes Comunitários de Saúde de todos os municípios catarinenses. A orientação repassada foi que, na rotina das visitas aos imóveis, devem ser priorizadas as ações de orientação para população sobre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, bem como formas de evitar e eliminar seus potenciais criadouros. Nestes municípios, os Agentes Comunitários de Saúde visitaram 661 mil residências até o dia 19/03, enfocando ações de prevenção e educação em saúde relacionada ao Aedes aegypti.

 

>> Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti:

  • Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usar, coloque areia até a borda;

  • Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;

  • Mantenha lixeiras tampadas;

  • Deixe os depósitos para guardar água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;

  • Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;

  • Trate a água da piscina com cloro e limpe uma vez por semana;

  • Mantenha ralos fechados e desentupidos;

  • Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;

  • Retire a água acumulada em lajes;

  • Dê descarga no mínimo uma vez por semana em banheiros pouco usados;

  • Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;

  • Evite acumular entulho, pois podem se tornar locais de foco do mosquito da dengue.

  • Denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;

  • Caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou Zika vírus, procure uma unidade de saúde para atendimento.

 

Boletins

  1. Boletim Epidemiológico n° 15/2018 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica de dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 04/08/2018 – SE 31/2018)
  2. Boletim Epidemiológico n° 14/2018 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica de dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 21/07/2018 – SE 29/2018)
  3. Boletim Epidemiológico n°07/2018 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica de dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 14/04/2018 – SE 15/2018)
  4. Boletim Epidemiológico n° 06/2018 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica de dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 31/03/2018 – SE 13/2018)
  5. Boletim Epidemiológico n° 05/2018 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e do zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 17/03/2018 – SE 11/2018)
  6. Boletim Epidemiológico n° 02/2018 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 03/02/2018 – SE 05/2018)
  7. Boletim Epidemiológico n° 01/2018 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 20/01/2018 – SE 03/2018)
  8. Boletim Epidemiológico n° 26/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 30/12/2017 – SE 52/2017)
  9. Boletim Epidemiológico n° 25/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 16/12/2017 – SE 50/2017)
  10. Boletim Epidemiológico n° 24/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 25/11/2017 – SE 47/2017)
  11. Boletim Epidemiológico n° 23/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina
  12. Boletim Epidemiológico n° 22/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 28/10/2017 – SE 43/2017)
  13. Boletim Epidemiológico n° 21/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 14/10/2017 – SE 41/2017)
  14. Boletim Epidemiológico n° 20/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 30/09/2017 – SE 39/2017)
  15. Boletim Epidemiológico n° 19/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 16/09/2017 – SE 37/2017)
  16. Boletim Epidemiológico n°18/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 02/09/2017 – SE 35/2017)
  17. Boletim Epidemiológico n° 17/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 12/08/2017 – SE 32/2017)
  18. Boletim Epidemiológico n° 16/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 29/07/2017 – SE 30/2017)
  19. Boletim Epidemiológico n° 15/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 15/07/2017 – SE 28/2017)
  20. Boletim Epidemiológico n° 14/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 01/07/2017 – SE 26/2017)
  21. Boletim Epidemiológico n° 13/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 17/06/2017 – SE 24/2017)
  22. Boletim Epidemiológico n°12/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 03/06/2017 – SE 22/2017)
  23. Boletim Epidemiológico n° 11/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti, e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 20/05/2017 – SE 20/2017)
  24. Boletim Epidemiológico n° 10/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 06/05/2017 – SE 18/2017)
  25. Boletim Epidemiológico n° 09/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti, e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 22/04/2017 – SE 16/2017)
  26. Boletim Epidemiológico n° 08/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti, e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 08/04/2017 – SE 14/2017)
  27. Boletim Epidemiológico n° 07/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti, e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 25/03/2017 – SE 12/2017)
  28. Boletim Epidemiológico n° 06/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti, e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 11/03/2017 – SE 10/2017)
  29. Boletim Epidemiológico nº 05/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti, e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 25/02/2017 – SE 08/2017)
  30. Boletim Epidemiológico n° 4/2017 Situação da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 28/1/2017 – SE 4/2017)
  31. Boletim Epidemiológico n° 3/2017 Situação da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 28/1/2017 – SE 4/2017)
  32. Boletim Epidemiológico n° 02/2017 Situação da dengue, febre do chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 14/1/2017 – SE 2/2017)
  33. Boletim Epidemiológico n° 01/2017 Situação da dengue, febre do chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 7/1/2017 – SE 1/2017)

  34. Boletim Epidemiológico 2016 Situação da Dengue, Febre do Chikungunya e Zika Vírus em Santa Catarina (Atualizado em 05/04/2017)
  35. Boletim Epidemiológico 2015 Situação da Dengue, Febre do Chikungunya e Zika Vírus em Santa Catarina (Atualizado em 06/01/2016)

 


 

 

Informações adicionais​ à imprensa​:
Letícia Wilson / Patrícia Pozzo
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