Combate ao mosquito Aedes aegypti deve continuar efetivo mesmo com a chegada do frio

Com a chegada do frio no estado, a população não deve se descuidar das medidas de prevenção da dengue, zikaV e febre chikungunya, em função da aparente redução da população de mosquitos Aedes aegypti.

A gerente de Vigilância de Zoonoses e Entomologia (GEZOO), Suzana Zeccer, ressalta que os cuidados devem ser mantidos durante todo o ano, como forma de evitar novos casos da doença. “A população de mosquitos diminui, porém, os ovos do Aedes aegypti podem sobreviver até um ano e meio em recipientes secos. Para o ovo eclodir é preciso que ele entre em contato com a água. Se o local em que ele foi depositado não for protegido corretamente, ele ficará ali esperando o momento propício para dar origem a um novo mosquito”, destaca.

Com a queda na temperatura o Aedes aegypti pode até se ausentar, mas não desaparece de vez. Portanto, este é o momento de manter e até mesmo de intensificar todas as medidas de prevenção. São ações simples que devem ser colocadas em prática agora, no outono e inverno, bem como no restante do ano, afinal, hábitos não surgem da noite para o dia.

Após um período de altas temperaturas, Santa Catarina deve ter uma queda no número de casos até a chegada do inverno. Isso ocorre devido a uma redução no volume de chuvas e das temperaturas, o que torna o clima desfavorável para a reprodução do mosquito transmissor das doenças. Outro fator é a diminuição no número de pessoas suscetíveis ao vírus em circulação.

Dados apresentados nesta terça-feira, 26, no Boletim Epidemiológico número 15 da Diretoria de Vigilância de Santa Catarina (Dive/SC), mostram que 3.440 casos foram confirmados até 23 de abril de 2016, um aumento de 17% em relação ao mesmo período do ano passado, que totalizou 2.629 casos. Ao total, 41 municípios são considerados infestados.

Em 2015 Santa Catarina registrou a primeira epidemia de dengue, ocorrida em Itajaí, litoral Norte. Este ano, a transmissão autóctone ocorre em 23 municípios, sendo que cinco municípios apresentam índices epidêmicos da doença, ou seja, acima de 300 casos a cada 100 mil habitantes: Pinhalzinho, Descanso, Serra Alta, Bom Jesus e Coronel Freitas, todos na região Oeste. 

“De fato há uma concentração de casos de dengue nos meses mais quentes, mas isso não significa que a dengue seja doença de uma única estação. O mosquito pode representar perigo durante todos os meses do ano”, reforça Suzana.

No combate aos criadouros as medidas de prevenção têm que ser transformadas em hábito. O Aedes aegypti é um mosquito urbano, que tem hábitos domésticos. Não por acaso, 80% dos criadouros dele estão dentro das residências. As ações para eliminar focos e, consequentemente, prevenir surtos da doença, dependem do empenho de toda a população e devem fazer parte da rotina.

Na prática, isso significa dedicar 10 minutos da sua semana para procurar e eliminar possíveis focos de mosquito – caixas d’água, galões, tonéis, vasos de plantas, calhas, garrafas, lixo e bandejas de ar-condicionado, entre outros.

 

Informações adicionais para a imprensa:
Letícia Wilson / Patrícia Pozzo
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