Contra as hepatites virais, Dive/SC aposta na internet para disseminar informações sobre prevenção e tratamento

As hepatites virais estão entre os graves problemas de saúde pública do país e de Santa Catarina. O estado catarinense é considerado endêmico para as hepatites B e C por apresentar taxas de detecção superiores as da média nacional. Enquanto o Brasil registra 7,2 casos de hepatite B a cada 100 mil habitantes, Santa Catarina registra 23,1. Em relação à hepatite C, a taxa de detecção no estado catarinense é de 11,7 (casos/100 mil habitantes), acima da média nacional, que é de 7,5. Os dados reforçam a importância da prevenção e da realização do teste rápido para a ampliação do diagnóstico visando o tratamento da doença considerada silenciosa e grave, que causa irritação e inflamação no fígado. As hepatites virais estão relacionadas à cerca de 500 mortes ao ano no estado por doenças como cirrose e câncer de fígado.

Para disseminar informações sobre as hepatites A, B, C, D e E, detalhando formas de prevenção, sintomas, diagnóstico e tratamento, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC) lança um hotsite específico sobre as hepatites virais: www.dive.sc.gov.br/hepatites. O lançamento acontece na semana do Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho. “Precisamos divulgar todas as formas de prevenção das hepatites virais para evitar que as pessoas se contaminem e cheguem aos serviços de saúde já com um agravamento da doença", ressalta Simone Bittencourt, chefe de divisão das Hepatites Virais da Dive/SC. Os dados epidemiológicos igualmente estão publicados no hotsite, apresentando a evolução entre os anos de 2007 a 2015.

As hepatites B e C são infecções sexualmente transmissíveis, mas os vírus também podem ter transmissão sanguínea. A contaminação pode ocorrer via compartilhamento de materiais perfurocortantes, como agulhas, alicates de unha, lâminas de barbear e de escovas de dente. Em estúdios de tatuagens e de piercings deve-se assegurar que todos os materiais envolvidos sejam descartáveis; nos salões de beleza as pessoas devem confirmar a utilização da autoclave para esterilização dos instrumentos conforme determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ou usar o kit pessoal (alicate, lixa, palito etc).

“Recomendamos que todas as pessoas realizem, pelo menos uma vez na vida, o teste para as hepatites virais, ou sempre após exposição a algum fator de risco”, médico infectologista Eduardo Campos de Oliveira, da Gerência de DSTs/Aids e Hepatites Virais da Dive/SC. O teste rápido está disponível gratuitamente nas unidades de saúde e o resultado sai em cerca de 30 minutos. A vacina contra a hepatite B e o tratamento das hepatites virais também são oferecidos gratuitamente na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). 

 

Sobre o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais

A data foi instituída em 2010 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para chamar atenção para o tema e aumentar a conscientização da sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento dessas doenças. Desde então, o Brasil tem realizado campanhas nacionais pra estimular os seus cidadãos a se vacinarem contra a hepatite B e buscarem o diagnóstico precoce. O objetivo é atingir cobertura vacinal superior a 90% e identificar os milhões de brasileiros que o Ministério da Saúde estima que estejam infectados pelos os vírus B e C. 

 

 

Informações adicionais para a imprensa:

 

Letícia Wilson / Patrícia Pozzo
Núcleo de Comunicação
Diretoria de Vigilância Epidemiológica
Secretaria de Estado da Saúde
Fone: (48) 3664-7406 | 3664-7402
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