DIVE recomenda prorrogação da campanha de vacinação contra pólio e sarampo nos municípios que não atingiram a meta

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde (SUV), seguindo orientação do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (PNI/MS), recomenda a prorrogação da campanha de vacinação contra poliomielite e sarampo nos municípios que não alcançaram cobertura de 95%. De acordo com o último levantamento, a cobertura para a vacina contra a poliomielite está em 93,8% e para o Sarampo 93,1%, ambas abaixo da meta estipulada (95%).

“Para os cerca de cem municípios catarinenses que ainda não atingiram a meta, a recomendação é que mantenham as vacinas disponíveis nos postos de saúde até o último dia útil de 2014” ressalta a gerente de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis e Imunização, Vanessa Vieira da Silva.

Desde 1990, não há casos registrados de poliomielite no Brasil, mas há casos da doença na Ásia Central, Oriente Médio e África Central. Em 2014, até o dia 10 de dezembro, foram registrados 325 casos de poliomielite no mundo. Em relação ao sarampo, foram registrados 598 casos de sarampo em 2013 e 2014, com maior concentração em Pernambuco e Ceará. No mundo, foram 125.978 registros do início deste ano até o dia 14 de agosto, com circulação endêmica em países da África, Ásia e Oceania.

“Devemos alertar os pais que ainda não vacinaram seus filhos de que, com o final do ano, aumenta o fluxo de turistas provenientes de outros estados e países em Santa Catarina. O risco de que um desses turistas sejam portadores do vírus da pólio ou do sarampo não deve ser menosprezado, e a melhor forma de se evitar a reintrodução dessas doenças é manter uma elevada cobertura vacinal na população-alvo, além de um sistema de vigilância epidemiológica altamente sensível, a fim de identificar precocemente casos suspeitos”, informa o Diretor de Vigilância Epidemiológica, Eduardo Macário.

Devem ser imunizadas contra a poliomielite crianças com idade entre seis meses e cinco anos incompletos (quatro anos, 11 meses e 29 dias). Já contra o sarampo, devem ser vacinadas crianças com idade de um ano até cinco anos incompletos (quatro anos, 11 meses e 29 dias).

Contraindicações das vacinas

Ambas as vacinas são seguras e eficazes. No entanto, algumas restrições se aplicam a determinados grupos. A vacina contra a poliomielite deve ser adiada em crianças portadoras de infecções agudas, com febre acima de 38, e é contraindicada para crianças com hipersensibilidade aos antibióticos estreptomicina ou eritromicina, ou que tenham demonstrado alguma reação anterior à vacina, bem como nas crianças imunologicamente deficientes e/ou que estejam em contato hospitalar ou domiciliar com pessoa imunodeprimida.

Já a vacina tríplice viral e tetra viral, que protege do sarampo, rubéola e caxumba, é contraindicada para crianças que apresentaram alergia grave à vacina anteriormente ou que apresentem alergia a proteína do leite (essas crianças serão vacinadas em data posterior).


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