DIVE emite alerta sobre a ocorrência de hantavirose em Santa Catarina

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (Dive/SES/SC) emitiu uma Nota de Alerta nesta sexta-feira, 17 de novembro, sobre a ocorrência de casos de hantavirose em Santa Catarina. Em 2017, até o dia 10 de novembro, foram confirmados 10 casos e dois óbitos por hantavirose: um em Concórdia e outro em Timbó Grande, na região de Videira, este último ocorrido no dia 22 de outubro. No ano passado, Santa Catarina registrou 11 casos de hantavirose e três óbitos.

Na Nota de Alerta, a Dive reforça aos serviços de saúde para a importância da notificação imediata (em até 24 horas), da investigação e do diagnóstico precoce para um bom prognóstico da doença. “É de extrema importância que todos os profissionais da rede assistencial de Santa Catarina, especialmente das regiões onde há maior número de casos, sejam alertados para a possibilidade de ocorrência da doença. Os moradores dessas regiões devem ser informados sobre a doença, os tipos de roedores envolvidos e as vias de transmissão, bem como sobre as formas de prevenção”, alerta o diretor da Dive, Eduardo Macário, no documento.

 

Sobre a doença

A hantavirose é uma doença infecciosa aguda e grave, causada por um vírus do gênero Hantavírus e que pode levar à morte em apenas 72 horas. No início, há febre, tosse seca, dor no corpo, náuseas, diarreia, dor de cabeça, vômitos, dor abdominal, dor torácica, suor e vertigem e pode evoluir para falta de ar intensa. Aos primeiros sinais e sintomas, deve-se dirigir à unidade de saúde mais próxima.

O hantavírus está associado aos roedores silvestres, que eliminam o vírus na urina fresca, nas fezes e na saliva. A forma de transmissão mais comum ocorre quando as pessoas inalam minúsculos aerossóis, formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores silvestres que se misturam na poeira.

É uma doença característica de áreas rurais, que atinge agricultores, moradores e trabalhadores em áreas de reflorestamento, em galpões, paiois, armazéns fechados e outros espaços pouco ventilados.

 

Clique aqui e leia a Nota de Alerta na íntegra.


Topo