Dive/SC capacita profissionais para o manejo clínico de acidentes por animais peçonhentos no Sul do estado

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), através da Gerência de Zoonoses (GEZOO), participou do evento de atualização em manejo clínico de acidentes por animais peçonhentos em Tubarão.  O encontro aconteceu na quarta-feira (21), reunindo cerca de 240 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e estudantes no Espaço Integrado de Artes da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul).  
 
A iniciativa foi do setor de zoonoses que atende às gerências de Saúde de Tubarão, Braço do Norte e Laguna devido à grande demanda sinalizada pelos profissionais. As palestras foram ministradas pela técnica da divisão da Gerência de Vigilância de Zoonoses e Entomologia da Dive/SC, Patrícia Hoffman, e pela coordenadora do Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC), Marlene Zannin.
 
O objetivo do encontro foi indicar ações para a prestação de um serviço de qualidade aos pacientes, além de atualizar os profissionais sobre manejo clínico de acidentes por animais peçonhentos. A técnica da Gezoo, Patrícia Hoffman, destacou durante o encontro que o conhecimento sobre as características ecoambientais das espécies peçonhentas é fator determinante para a diminuição das condições favoráveis à proliferação. “As constantes atualizações exigem dos profissionais de saúde o conhecimento em várias áreas. É muito importante que todos os envolvidos nesta área participem das capacitações, um momento de troca de experiências e de busca pela excelência no atendimento”, afirma.
 
Os principais animais peçonhentos que causam acidentes em Santa Catarina são algumas espécies de serpentes, de escorpiões, de aranhas, de lagartas, de abelhas, de formigas e de vespas, de besouros, de lacraias, algumas espécies de peixes e outros animais marinhos, como arraias, águas-vivas e caravelas. De acordo com a coordenadora de zoonoses da regional de saúde em Tubarão, Sabrina Fernandes, durante o verão, o aparecimento desses animais se torna constante. “Durante os meses de novembro até abril, registramos um grande aumento de acidentes por animais peçonhentos. Em 2017, na região de Tubarão, tivemos 266 casos registrados”, declara a bióloga.
 
Estiveram presentes no evento o gerente regional de Saúde de Tubarão, Everson Barbosa Martins, a gerente regional de Braço do Norte, Aira de Bona Ceolin, o secretário municipal de Saúde de Tubarão, Daisson Trevisol, e a coordenadora do curso de enfermagem da Unisul, Liete Francisco Marcelino.

foto: Eduardo Zabot 

 


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