Nota de Alerta nº 001/18 ocorrência de surtos de sarampo nos estados do Amazonas e de Roraima

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O sarampo é uma doença infecciosa exantemática aguda, transmissível e extremamente contagiosa, podendo ser grave, evoluir com complicações infecciosas e óbito, particularmente em crianças desnutridas e menores de 1 ano de idade. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias, no período de 4 a 6 dias antes e até 4 dias após o aparecimento do exantema.

2. O Brasil recebeu o certificado de eliminação do sarampo em 2016, porém o vírus ainda circula em outros continentes. A Venezuela, por exemplo, enfrenta, desde julho de 2017, um surto de sarampo e, devido ao intenso movimento migratório e a alta infectividade do vírus, houve a propagação deste para outras áreas geográficas, atingindo estados brasileiros. O Ministério da Saúde publicou, em 20 de abril de 2018, informe epidemiológico confirmando 79 casos em Roraima, com 2 óbitos, 16 casos em Manaus e 1 caso no Rio Grande do Sul. As informações estão disponíveis neste endereço: http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/sarampo/situacao-epidemiologica-dados

3. Considerando a nota de alerta e o informe epidemiológico, ambos divulgados pelo Ministério da Saúde, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica do estado de Santa Catarina DIVE/SES, através da Gerência de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis, DTHA e Imunização (GEVIM), recomenda que as secretarias municipais de saúde estejam alertas para a possibilidade da reintrodução do vírus do sarampo a partir de pessoas procedentes de outros países e estados citados acima, sustentando as seguintes medidas de vigilância que já são realizadas rotineiramente nos casos suspeitos de sarampo:

  • a)      notificação imediata de casos suspeitos (febre + exantema + coriza e/ou tosse e/ou conjuntivite);
  • b)      atenção especial aos casos suspeitos de viajantes e/ou pessoas que tiveram contato com viajantes para os estados do Amazonas e de Roraima nos últimos 30 dias;
  • c)      orientação para o isolamento hospitalar ou domiciliar do caso suspeito até o final do período de transmissibilidade (período de 4 a 6 dias antes do aparecimento do exantema até 4 dias após);
  • d)     coleta de amostras clínicas para sorologia e identificação viral e encaminhamento obrigatório ao Lacen /SC;
  • e)      bloqueio vacinal dos contatos em até 72 horas e monitoramento destes por até 21 dias;
  • f)       investigação dos casos quanto a possíveis fontes de infecção;
  • g)      busca retrospectiva de casos em prontuários de hospitais e laboratórios públicos e privados;
  • h)      atualização da caderneta de vacinação de crianças e adultos em todas as oportunidades.

Ressaltamos que a vacina tríplice viral é a maneira mais eficaz de prevenção contra o sarampo, além de proteger também contra rubéola e caxumba. Essa vacina é administrada a partir dos 12 meses de idade com reforço aos 15 meses. Todo indivíduo com até 29 anos de idade deve receber duas doses de vacina. Dos 30 anos em diante, se não vacinado anteriormente, deve receber uma dose.
 

 

 


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