Dive/SC alerta para casos de sarampo no Brasil

 A ocorrência de casos de sarampo nos estados de Roraima, Manaus e Rio Grande do Sul trouxe à tona a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada, principalmente com a vacina tríplice viral, que, além do sarampo, protege também contra a caxumba e rubéola.

O Brasil recebeu o certificado de eliminação do sarampo em 2016, porém o vírus ainda circula em outros países. O Ministério da Saúde (MS) publicou, em 20 de abril, um informe epidemiológico confirmando 79 casos em Roraima, com 2 óbitos, 16 casos em Manaus e 1 caso no Rio Grande do Sul.  

Considerando a nota de alerta e o informe epidemiológico nº 4 de 2018, ambos divulgados pelo MS, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina DIVE/SC, através da Gerência de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis, Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar e Imunização (GEVIM), recomenda que as secretarias municipais de saúde estejam alertas para a possibilidade da reintrodução do vírus do sarampo a partir de pessoas procedentes de outros estados e países. 

De acordo com a gerente de imunização da Dive/SC, Vanessa Vieira: “As vacinas são a forma mais eficaz e segura de nos defendermos de certas doenças. Elas protegem o indivíduo por meio de resistência às doenças que porventura o atingiriam.”, afirma. 

A vacina contra o sarampo é a única forma de prevenir a doença. O esquema vacinal vigente disponível gratuitamente no SUS é de uma dose da vacina tríplice viral aos 12 meses de idade e uma segunda dose da vacina tetraviral (que também protege contra a varicela) aos 15 meses. Adultos sem histórico da doença e/ou sem comprovante vacinal também devem ser vacinados.  

A Dive/SC recomenda que as seguintes pessoas procurem o quanto antes um posto de vacinação:

  •          aquelas que estejam com viagens marcadas para o estado de Roraima ou para destinos internacionais, pelo menos 15 dias antes da viagem;
  •          aquelas que não tenham sido vacinadas com as doses da tríplice viral e da tetraviral na infância;
  •          as que nunca tiveram sarampo. 

O sarampo 

É uma doença infecciosa aguda, viral, transmissível e extremamente contagiosa, muito comum na infância. Os sintomas iniciais apresentados são: febre alta (acima de 38,5 °C) acompanhada de tosse, conjuntivite e coriza. Após esses sintomas, há o aparecimento de manchas avermelhadas no corpo, com duração mínima de três dias. Além disso, pode causar diarreia, infecção nos ouvidos, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e morte. Acomete com maior gravidade os desnutridos e recém-nascidos. 

A transmissão da doença ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreção expelida ao tossir, espirrar ou falar. O vírus pode ser transmitido de 4 a 6 dias antes do aparecimento das manchas vermelhas e até 4 dias após.

Em caso de suspeita da doença, a pessoa deve procurar a unidade de saúde mais próxima e evitar a circulação em locais públicos.

 

Saiba mais em Nota de Alerta nº 001/18 ocorrência de surtos de sarampo nos estados do Amazonas e de Roraima


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