Boletim Epidemiológico da Febre Amarela n° 02/2019 – 02 de fevereiro de 2019 Período de monitoramento (julho/2018 a junho/2019)

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A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) divulga o boletim n° 02/2019 sobre a situação epidemiológica da febre amarela (FA), vigilância de epizootias de Primatas Não Humanos – PNH (macacos) e eventos adversos pós-vacinação, em Santa Catarina, com dados até o dia 02 de fevereiro de 2019.

Os dados serão divulgados conforme sazonalidade da doença, seguindo a padronização da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA

Vigilância de casos humanos

 

No período de monitoramento 2018/2019 (julho/2018 a junho/2019), entre as semanas epidemiológicas (SE) 27 e 05, foram notificados 10 casos humanos suspeitos de FA, todos descartados, sendo 05 pelo critério laboratorial e 05 pelo critério clínico-epidemiológico (Tabela 1).

 Tabela 1: Casos notificados de febre amarela, segundo classificação e evolução. SC, jul/2018 a jun/2019.


Fonte: SINAN NET (com informações até 02 de fevereiro de 2019).

A Tabela 2 mostra a distribuição dos casos por Região de Saúde e município de residência. 

Tabela 2. Casos notificados para febre amarela segundo região de saúde e município de residência. SC, jul/2018 a jun/2019.

Fonte: SINAN NET (com informações até 02 de fevereiro de 2019).

 

A curva epidêmica (Figura 1) mostra a distribuição dos casos humanos suspeitos de FA notificados à DIVE/SC, por SE de início dos sintomas e classificação.

Figura 1. Casos notificados de febre amarela, segundo classificação e SE de início dos sintomas. SC, jul/2018 a jun/2019.

Vigilância de Epizootias em Primatas Não Humanos – PNH (macacos)

No período de monitoramento 2018/2019 (julho/2018 a junho/2019), entre as semanas epidemiológicas (SE) 27 e 05, foram notificadas 88 mortes de PNH em 25 municípios de Santa Catarina (Tabela 3). 

Tabela 3. Distribuição do número de PNH acometidos, por município de ocorrência e classificação, SC, jul/2018 a jun/2019.

Fonte: SINAN NET (com informações até 02 de fevereiro de 2019, sujeitos a alterações).

Do total de PNH acometidos, 13 (15%) tiveram a causa do óbito indeterminada (sem possibilidade de diagnóstico devido à ausência de coleta de amostras para análise), 39 (44%) permanecem em investigação e 36 (41%) foram descartadas.

A curva epidêmica (Figura 2) mostra a distribuição das epizootias notificadas à DIVE/SC, por SE de ocorrência.

Figura 2. Epizootias em PNH notificadas, por semana epidemiológica de ocorrência e classificação. SC, jul/2018 a jun/2019.

Os municípios que registraram epizootias no período de monitoramento de julho 2018 a junho de 2019 estão dispostos na Figura 2. Até o dia 02 de fevereiro de 2019, o estado de Santa Catarina não registrou nenhuma epizootia confirmada por FA.

 

Figura 2. Epizootias em PNH segundo município de ocorrência, SC, jul/2018 a jun/2019.

Historicamente, a maior frequência de óbitos de PNH ocorre entre os meses de dezembro a maio (período sazonal), momento em que os serviços de vigilância devem estar mais sensíveis à suspeição de casos humanos e à ocorrência de epizootias. Sendo assim, é essencial que a população diante do conhecimento de mortes de PNH, informe em até 24 horas, as autoridades de saúde para que as coletas de amostras ocorram em tempo oportuno visando a redução do número de epizootias indeterminadas.

Eventos Adversos Pós Vacinação

No período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2018, foram aplicadas 473.059 doses da vacina contra a febre amarela no estado de Santa Catarina. Nesse período, foram notificados 11 (0,002%) casos suspeitos de evento adverso grave pós-vacinação. Destes, 8 (63,63%) foram descartados e 3 (36,36%) foram confirmados. No mês de janeiro do corrente ano, foram aplicadas 24.205 doses da vacina e nenhum evento adverso grave foi notificado até o momento.

O estado de Santa Catarina é considerado área de recomendação de vacinação para febre amarela, reforça-se que a vacina contra a febre amarela é considerada segura, sendo a medida mais eficaz para a proteção contra a doença. Ela é elaborada a partir de vírus vivo atenuado, que estimula a produção de anticorpos contra a doença. A ocorrência de eventos adversos, em especial os considerados graves, é rara, necessita de atendimento médico imediato e deve ser investigada pela vigilância epidemiológica.

Mais informações

• Hotsite da DIVE/SC sobre Febre Amarela: http://dive.sc.gov.br/febre-amarela/

• Página sobre febre amarela do Ministério da Saúde: http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/febre-amarela-sintomas-transmissao-e-prevencao  

• Página da Anvisa sobre saúde do viajante: http://portal.anvisa.gov.br/dicas-de-saude-para-viagem


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