Saúde alerta para risco de reintrodução do sarampo em SC

Inúmeros casos de sarampo têm sido relatados dentro e fora de nosso pais. Este fato, aliado as baixas coberturas vacinais, trazem o risco de reaparecimento de doenças que já haviam sido eliminadas ou erradicadas do Brasil. A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde (SUV) da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES/SC) alerta para o risco de reintrodução do vírus do sarampo. Em Santa Catarina, o último caso da doença foi registrado no ano de 2013 em um paciente com histórico de viagem internacional.

“Mesmo que existam grupos mais vulneráveis, é importante ressaltar que toda pessoa não vacinada e que nunca teve doença é suscetível a contrair o sarampo, por isso é essencial que todos estejam com as suas carteirinhas de vacinação em dia”, afirma o médico infectologista da Dive/SC, Fábio Gaudenzi de Faria.

Em 2018 foram aplicadas 81.213 doses da vacina tríplice viral em crianças de 1 ano de idade, o que corresponde a 85,21% de cobertura vacinal (dados preliminares). A meta era imunizar pelo menos 95% do público-alvo (criança de um ano a menores de 5 anos de idade). A vacina protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Acima desta faixa etária foram aplicadas 444.729 doses da vacina tríplice viral no estado. No mesmo ano foram aplicadas 60.651 doses da vacina tetraviral, que protege contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela. O montante corresponde a uma cobertura vacinal de apenas 63,64% (dados preliminares).

Entenda o caso
O Ministério da Saúde foi notificado pela Secretaria Estadual de São Paulo (SES/SP) de casos suspeitos de sarampo em tripulantes do navio no sábado (15/02). No domingo (16/02), novos passageiros embarcaram com destino a Balneário Camboriú (SC), na segunda-feira (18/02) e Porto Belo na terça-feira (19/02). Os estados de São Paulo e Santa Catarina, com apoio da Anvisa, realizaram investigação dos casos no navio e coletaram amostras de sangue, urina e secreção nasofaríngea para realização de exames.

As amostras seguiram para o Instituto Adolfo Lutz (IAL), em São Paulo e para o Laboratório Central (LACEN/SC) para investigação. O laboratório de referência nacional, Fiocruz RJ, também processará os exames para nova confirmação dos casos.

Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde de Balneário Camboriú (SC) vacinou, na segunda-feira (18), 1.113 tripulantes dentro do navio que não estavam vacinados ou que não puderam comprovar a vacinação.

Outras considerações
As vacinas ofertadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estão disponíveis durante todo o ano, exceto a da gripe, que faz parte de uma campanha e exige um período específico de proteção, que é antes do inverno.
A caderneta de vacinação é o único documento que precisa ser apresentado na hora de receber as vacinas. Mas a perda desse documento não impede que crianças, adolescentes e adultos sejam vacinados. “Para resgatar as informações contidas na caderneta de vacinação que foi perdida, basta procurar a unidade de saúde onde foram administradas as vacinas anteriores e solicitar a segunda via”, relata Maria Teresa Agostini, diretora da Dive/SC.

A Dive/SC ainda reforça que todos os pais e responsáveis têm a obrigação de atualizar as cadernetas de seus filhos, em especial das crianças menores de cinco anos que devem ser vacinadas, conforme esquema de vacinação de rotina. São 19 vacinas disponíveis gratuitamente pelo (SUS) que protegem contra mais de 30 diferentes tipos de doenças.

Sarampo
Doença muito contagiosa, causada por um vírus que provoca febre alta, tosse, coriza e manchas avermelhadas pelo corpo. É transmitida de pessoa a pessoa por tosse, espirro ou fala, especialmente, em ambientes fechados.

Rubéola
Doença contagiosa, provocada por um vírus que atinge principalmente crianças e provoca febre e manchas vermelhas que se espalham na pele. Também pode ocorrer o aparecimento de gânglios no pescoço. É transmitida pelo contato direto com pessoas contaminadas.

Caxumba
Doença viral, caracterizada por febre e aumento de volume de glândulas responsáveis pela produção de saliva e, às vezes, de glândulas que ficam sob a língua ou a mandíbula. É transmitida pela tosse, saliva, espirro ou fala de pessoas infectadas.

Confira o Áudio News da enfermeira Alda Maria Silva, chefe da divisão de doenças de imunopreveníveis.

 

Amanda Mariano
Bruna Matos
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