Boletim Epidemiológico da Febre Amarela n° 04/2019 – 02 de março 2019 Período de monitoramento (julho/2018 a junho/2019)

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A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) divulga o boletim n° 04/2019 sobre a situação epidemiológica da Febre Amarela (FA), vigilância de epizootias de Primatas Não Humanos – PNH (macacos) e eventos adversos pós-vacinação, em Santa Catarina, com dados até o dia 02 de março de 2019.

Os dados serão divulgados conforme sazonalidade da doença, seguindo a padronização da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA

Vigilância de casos humanos

 

A vigilância de casos humanos é feita por meio da notificação de casos com sintomatologia compatível com FA. Todo caso suspeito deve ser imediatamente comunicado por telefone ou e-mail às autoridades de saúde (em até 24 horas), por se tratar de doença grave com risco de dispersão para outras áreas do território nacional e internacional. 

 

No período de monitoramento (julho/2018 a junho/2019), entre as semanas epidemiológicas (SE) 27/2018 e 09/2019, foram notificados 20 casos humanos suspeitos de FA, sendo 19 descartados (08 pelo critério laboratorial e 11 pelo critério clínico-epidemiológico) e 01 permanece em investigação (Tabela 1). Na Tabela 2 é apresentada a distribuição dos casos notificados por Região de Saúde e município de residência.

Tabela 1: Casos notificados de febre amarela, segundo classificação e evolução. SC, jul/2018 a jun/2019.

Fonte: SINAN NET (com informações até 02 de março 2019).

Tabela 2. Casos notificados para febre amarela segundo região de saúde e município de residência. SC, jul/2018 a jun/2019.

Fonte: SINAN NET (com informações até 02 de março de 2019).

A curva epidêmica (Figura 1) mostra a distribuição dos casos humanos de FA notificados à DIVE/SC, por SE de início dos sintomas e classificação.

Figura 1. Casos notificados de febre amarela, segundo classificação e SE de início dos sintomas. SC, jul/2018 a jun/2019.

Vigilância de Epizootias em Primatas Não Humanos – PNH (macacos)

 

A vigilância de epizootias em PNH consiste em captar informações sobre o adoecimento ou morte desses animais e investigar oportunamente, a fim de detectar precocemente a circulação do vírus amarílico e subsidiar a tomada de decisão para a adoção das medidas de prevenção e controle.

 

No período de monitoramento (julho/2018 a junho/2019), entre as semanas epidemiológicas (SE) 27/2018 e 09/2019, foram notificadas 109 mortes de PNH em 27 municípios de Santa Catarina. 

Do total de PNH acometidos, 19 (17%) tiveram a causa do óbito indeterminada (sem possibilidade de diagnóstico devido à ausência de coleta de amostras para análise), 25 (23%) permanecem em investigação e 65 (60%) foram descartadas (Tabela 3).

Tabela 3. Distribuição do número de PNH acometidos, por município de ocorrência e classificação. SC, jul/2018 a jun/2019.

Fonte: SINAN NET (com informações até 02 de março de 2019, sujeitos a alterações).

A curva epidêmica (Figura 2) mostra a distribuição das epizootias notificadas à DIVE/SC, por SE de ocorrência.

Figura 2. Epizootias em PNH notificadas, por semana epidemiológica de ocorrência e classificação. SC, jul/2018 a jun/2019.

 

Os municípios que registraram epizootias no período de monitoramento de jul/2018 a jun/2019 estão dispostos na Figura 3. Até o momento, o estado de Santa Catarina não registrou nenhuma epizootia confirmada por FA.

 

Figura 3. Epizootias em PNH segundo município de ocorrência. SC, jul/2018 a jun/2019.

Historicamente, a maior frequência de óbitos de PNH ocorre entre os meses de dezembro a maio (período sazonal), momento em que os serviços de vigilância devem estar mais sensíveis à suspeição de casos humanos e à ocorrência de epizootias. Sendo assim, é essencial que a população, diante do conhecimento de mortes de PNH, informe em até 24 horas as autoridades de saúde, para que as coletas de amostras ocorram em tempo oportuno visando a redução do número de epizootias indeterminadas.

Eventos Adversos Pós Vacinação

 

Evento adverso pós-vacinação (EAPV) é qualquer ocorrência médica indesejada após a vacinação e que, não necessariamente, possui uma relação causal com o uso de uma vacina ou outro imunobiológico (imunoglobulinas e soros heterólogos). Um EAPV pode ser qualquer evento indesejável ou não intencional, isto é, sintoma, doença ou um achado laboratorial anormal (CIOMS; WHO, 2012).

 

No período de 1º de janeiro até o dia 06 de março, foram aplicadas 225.408 doses da vacina e foram notificados 4 (0,001%) casos suspeitos de evento adverso grave pós-vacinação. Destes, 3 (75%) permanecem em investigação e 1 (25%) foi confirmado.

O estado de Santa Catarina é considerado área de recomendação de vacinação para febre amarela, reforça-se que a vacina contra a febre amarela é considerada segura, sendo a medida mais eficaz para a proteção contra a doença. Ela é elaborada a partir de vírus vivo atenuado, que estimula a produção de anticorpos contra a doença. A ocorrência de eventos adversos, em especial os considerados graves, é rara, necessita de atendimento médico imediato e deve ser investigada pela vigilância epidemiológica.

Mais informações 

• Hotsite da DIVE/SC sobre Febre Amarela: http://dive.sc.gov.br/febre-amarela/

• Página sobre febre amarela do Ministério da Saúde: http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/febre-amarela-sintomas-transmissao-e-prevencao  

• Página da Anvisa sobre saúde do viajante: http://portal.anvisa.gov.br/dicas-de-saude-para-viagem

 


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