Boletim Epidemiológico da Febre Amarela n° 06/2019 – 13 de abril de 2019 Período de monitoramento (julho/2018 a junho/2019)

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A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) divulga o boletim n° 06/2019 sobre a situação epidemiológica da Febre Amarela (FA), vigilância de epizootias de Primatas Não Humanos – PNH (macacos) e eventos adversos pós-vacinação, em Santa Catarina, com dados até o dia 13 de abril de 2019 (Semana Epidemiológica 15).

Os dados serão divulgados conforme sazonalidade da doença, seguindo a padronização da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA

Vigilância de casos humanos

No período de monitoramento (julho/2018 a junho/2019), entre as semanas epidemiológicas (SE) 27/2018 e 15/2019, foram notificados 28 casos humanos suspeitos de FA, sendo 27 descartados (11 pelo critério laboratorial e 16 pelo critério clínico-epidemiológico) e 01 caso confirmado por FA, que evoluiu para óbito (Tabela 1).

Tabela 1: Casos notificados de febre amarela, segundo classificação e evolução. SC, jul/2018 a jun/2019.


Fonte: SINAN NET (com informações até 13 de abril de 2019).

Na Tabela 2 é apresentada a distribuição dos casos notificados por Região de Saúde e município de residência.

Tabela 2. Casos notificados para febre amarela segundo região de saúde e município de residência. SC, jul/2018 a jun/2019.

Fonte: SINAN NET (com informações até 13 de abril de 2019).

A curva epidêmica (Figura 1) mostra a distribuição dos casos humanos de FA notificados à DIVE/SC, por SE de início dos sintomas e classificação.

Figura 1. Casos notificados de febre amarela, segundo classificação e SE de início dos sintomas. SC, jul/2018 a jun/2019.

Vigilância de Epizootias em Primatas Não Humanos – PNH (macacos)

No período de monitoramento (julho/2018 a junho/2019), entre as semanas epidemiológicas (SE) 27/2018 e 15/2019, foram notificadas 165 mortes de PNH em 39 municípios de Santa Catarina. 

Do total de PNH acometidos, 49 (30%) tiveram a causa do óbito indeterminada (sem possibilidade de diagnóstico devido à ausência de coleta de amostras para análise), 18 (11%) permanecem em investigação e 97 (59%) foram descartadas (Tabela 3).

Tabela 3. Distribuição do número de PNH acometidos, por município de ocorrência e classificação. SC, jul/2018 a jun/2019.


Fonte: SINAN NET (com informações até 13 de abril de 2019, sujeitos a alterações).

A curva epidêmica (Figura 2) mostra a distribuição das epizootias notificadas à DIVE/SC, por SE de ocorrência.

Figura 2. Epizootias de PNH notificadas, segundo classificação e SE de ocorrência. SC, jul/2018 a jun/2019.

Os municípios que registraram as epizootias no período de monitoramento de jul/2018 a jun/2019 estão dispostos na Figura 3. Até o momento, o estado de Santa Catarina registrou 01 epizootia confirmada por FA.

       

Fonte: SINAN NET/ Informações até 13 de abril de 2019

Figura 3. Epizootias de PNH segundo município de ocorrência. SC, jul/2018 a jun/2019.

Historicamente, a maior frequência de óbitos de PNH ocorre entre os meses de dezembro a maio (período sazonal), momento em que os serviços de vigilância devem estar mais sensíveis à suspeição de casos humanos e à ocorrência de epizootias. Sendo assim, é essencial que a população, diante do conhecimento de mortes de PNH, informe em até 24 horas as autoridades de saúde, para que as coletas de amostras ocorram em tempo oportuno visando a redução do número de epizootias indeterminadas.

Eventos Adversos Pós Vacinação

No período de 1º de janeiro a 13 de abril de 2019, foram aplicadas 680.145 doses da vacina e foram notificados 11 (0,001%) casos suspeitos de evento adverso grave pós-vacinação. Destes, 6 (54,54%) permanecem em investigação, 2 (18,18%) foram descartados e 3 (27,27%) foram confirmados.              

O estado de Santa Catarina é considerado área de recomendação de vacinação para febre amarela, reforça-se que a vacina contra a febre amarela é considerada segura, sendo a medida mais eficaz para a proteção contra a doença. Ela é elaborada a partir de vírus vivo atenuado, que estimula a produção de anticorpos contra a doença. A ocorrência de eventos adversos, em especial os considerados graves, é rara, necessita de atendimento médico imediato e deve ser investigada pela vigilância epidemiológica.  

Mais informações

• Hotsite da DIVE/SC sobre Febre Amarela: http://dive.sc.gov.br/febre-amarela/

• Página sobre febre amarela do Ministério da Saúde: http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/febre-amarela-sintomas-transmissao-e-prevencao  

• Página da Anvisa sobre saúde do viajante: http://portal.anvisa.gov.br/dicas-de-saude-para-viagem