Saúde expande vacinação contra o HPV para mulheres de 14 a 26 anos vivendo com HIV

Após ampliar a faixa etária da vacinação contra o HPV (papilomavírus humano) para meninas entre nove e 13 anos, o Ministério da Saúde expande novamente o público-alvo da vacina. A partir deste mês, mulheres com idade entre 14 a 26 anos vivendo com HIV também serão vacinadas contra o HPV nos postos de saúde de todo o país. Em Santa Catarina, a estimativa é vacinar 80% das 1.317 mulheres que compõem este grupo.

De acordo com a gerente de Vigilância de Doenças Imunopreveníveis e Imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (Dive), Vanessa Vieira da Silva, a ampliação da população-alvo da vacina foi realizada em função da exposição destas mulheres ao HPV, pois as complicações decorrentes do vírus ocorrem com mais frequência em pacientes portadores de HIV e Aids. A indicação também é reforçada com a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). “O objetivo é intensificar as atuais ações de prevenção do câncer do colo do útero para que haja uma redução no número de casos da doença nas próximas décadas”, afirma a gerente.

Para esse público, a vacinação contra o HPV ocorre em três etapas com intervalos diferentes: a primeira dose, disponível nos postos de saúde; a segunda dose, administrada dois meses após a primeira; e a terceira dose, aplicada seis meses após a primeira dose. Para receber a vacina, as mulheres devem procurar os postos de saúde levando uma declaração do médico(a) ou enfermeiro(a) do programa de DST/HIV/HV pelo qual é atendida.

Sobre o câncer de colo do útero
O HPV é um vírus que apresenta mais de 150 tipos diferentes. A vacina distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é do tipo quadrivalente e protege contra quatro tipos do HPV (6, 11, 16 e 18). Os vírus HPV 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. No Brasil, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), esse câncer é o terceiro tipo mais frequente entre as mulheres, com estimativa de 15,3 novos casos a cada 100 mil mulheres apenas em 2014. Em Santa Catarina foram registradas 402 mortes em razão da doença entre 2009 e 2013.

Apesar da alta incidência, o câncer de colo do útero pode ser prevenido por meio da vacinação, do uso do preservativo e da realização do exame preventivo (Papanicolau). O Ministério da Saúde recomenda que este exame seja realizado regularmente a partir dos 25 anos de idade.


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