Santa Catarina mais uma vez supera a média nacional de vacinação contra a pólio

A meta estadual é alcançar até o encerramento da campanha, no final deste mês, 95% de imunização


A uma semana do fim da Campanha contra a Poliomielite, Santa Catarina lidera o ranking nacional de imunização com uma cobertura de 60,55%, seguida do Paraná, que obteve até o momento 59,82%. Somente no período de 15 a 21 de agosto, 229 mil crianças menores de 5 anos de idade (4 anos 11 meses e 29 dias) foram imunizadas no território catarinense. A meta estadual é alcançar até o encerramento da campanha, no final deste mês, 95% de imunização de um universo de 379.796 de crianças incluídas nessa faixa etária.

“Santa Catarina, mais uma vez, desponta no cenário nacional com a maior cobertura até então”, comemora a gerente de Imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), Vanessa Vieira da Silva. No Brasil, os dados demonstram que já foram aplicadas 5.696.004 vacinas no período da campanha, o equivalente a 44,8% das 12.716.756 crianças a serem imunizadas.

Vanessa Vieira reforça ainda que a vacina é uma importante forma de prevenção da poliomielite. O Brasil está livre da pólio, ou paralisia infantil, há 26 anos. Essa é a 36ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e a Campanha de Multivacinação para Atualização do Esquema Vacinal.
Além da aplicação das “gotinhas”, as equipes de saúde estão conferindo as cadernetas das crianças para atualização do esquema de imunização com as seguintes vacinas: Poliomielite, Pentavalente, Rotavírus, Pneumocócica 10 valente, Meningocócica C conjugada, Febre amarela, Tríplice viral, Tetra viral ou tríplice + varicela (atenuada), DTP, Hepatite B, VIP (Vacina Inativada de Pólio) e VOP (Vacina Oral de Pólio). As vacinas contra a poliomielite e outras doenças podem ser encontradas nas unidades de saúde de todo o Estado das 8h às 17h. Elas estão disponíveis durante todo o ano.

Poliomielite
A poliomielite ou paralisia infantil é causada pelo poliovírus, que pode ser transmitido por meio do contato com fezes ou secreções expelidas pela boca. “A paralisia, normalmente dos membros inferiores, acontece quando o vírus atinge os nervos causando perda de força, atacando os neurônios motores que controlam a musculatura envolvida”, explica Vanessa Vieira.

As gotinhas
A vacina oral contra a poliomielite, mais conhecida como “as gotinhas”, é utilizada em campanhas com o objetivo de alcançar a erradicação mundial da pólio. É uma vacina segura que, na rotina, complementa o esquema iniciado com duas doses da vacina inativada contra a poliomielite. Atualmente, ocorre uma campanha ao ano com a vacina oral, bem aceita pela população. Ela oferece proteção contra os três poliovírus (1, 2 e 3) e sua eficácia é em torno de 90% a 95% após a conclusão do esquema.

Calendário vacinal
Nessas campanhas, procura-se administrar vacinas de forma seletiva e possibilitar a atualização do esquema de imunização, como a vacina tríplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche) e tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). Os resultados dessas ações podem ser comprovados na redução das doenças imunopreveníveis no país.

 

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