Santa Catarina registra aumento de casos autóctones de dengue

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde (SUV), da Secretaria de Estado da Saúde, informa que, de acordo com o Boletim Epidemiológico n°07/2018 de Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica de dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina, atualizado em 16 de março de 2019, foram confirmados 28 casos autóctones de dengue (transmissão dentro do estado). Um aumento de 50% se comparado com o último boletim. Há ainda outros 17 casos importados (transmissão fora do estado). 

Em comparação com o último boletim, houve a confirmação de mais 14 casos autóctones e 5 casos importados. Dos 28 casos autóctones registrados, três com Local Provável de Infecção (LPI) em Balneário Camboriú, dois com LPI em Camboriú, três com LPI em Cunha Porã, sete com LPI em Florianópolis, residentes dos municípios de Biguaçu, Florianópolis e São José, dois com LPI em Itajaí, três com LPI em Itapema, dois com LPI em Joinville, dois com LPI em Porto Belo e quatro com LPI indeterminado.

De acordo com o gerente de Zoonoses, João Fuck, esse aumento no número de casos autóctones em SC se deve, principalmente, às condições favoráveis para a proliferação do mosquito: calor e chuva. “Mais uma vez reforçamos que a população precisa ajudar no controle dos focos do mosquito. Recipientes que podem conter água precisam ser vistoriados e eliminados corretamente. Importante também observar a vedação das caixas da água e manter as calhas limpas”, alerta.

Ações no Litoral Norte
Durante essa quinta-feira (21) representantes da DIVE/SC estiveram no Litoral Norte do estado para participar de reuniões com técnicos dos municípios de Balneário Piçarras, Bombinhas, Ilhota, Itajaí, Itapema, Luiz Alves, Navegantes, Penha, Camboriú, Porto Belo e Balneário Camboriú. Além disso, foram realizadas reuniões com os Secretários Municipais de Saúde de Itapema e Porto Belo.

Ações de controle vetorial foram discutidas em conjunto com os profissionais e gestores dos municípios, tendo em vista a notificação de casos de dengue autóctones. “Nosso objetivo é intensificar a vigilância epidemiológica e o controle vetorial. É fundamental que as Salas de Situação Municipais estejam ativas, discutindo e implementando ações intersetoriais”, explica João Fuck.

LIRAa
Na próxima segunda-feira (25), às 14h, acontece mais uma reunião da Sala de Situação Estadual. No encontro, será apresentado o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de março deste ano.

O objetivo do LIRAa é a identificação do tipo e a quantidade de depósitos encontrados que possam ser potenciais criadouros do mosquito nos imóveis vistoriados. A atividade foi desenvolvida pelo Ministério da Saúde (MS) em 2002, sendo realizada pelos municípios considerados infestados pelo Aedes aegypti.

O levantamento, feito duas vezes ao ano, normalmente em março e em novembro, é realizado por meio da visita a um determinado número de imóveis do município, onde ocorre a coleta de larvas para definir o Índice de Infestação Predial (IIP).

Os dados serão apresentados na Sala Estadual de Situação que é um espaço intersetorial e permanente que gerencia e monitora a intensificação das ações de mobilização e controle ao mosquito Aedes aegypti em Santa Catarina. É composta por órgãos públicos e da sociedade civil organizada.

Sobre a dengue
Dengue é uma doença infecciosa febril causada por um arbovírus, sendo um dos principais problemas de saúde pública no mundo. Ela é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado.

Normalmente, a primeira manifestação é a febre alta (39 °C a 40 °C) de início abrupto, que tem duração de 2 a 7 dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, a dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. Manchas pelo corpo estão presentes em 50% dos casos, podendo atingir face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes.

Com a diminuição da febre, entre o 3º e o 7º dia do início da doença, grande parte dos pacientes recupera-se gradativamente, com melhora do estado geral e retorno do apetite. No entanto, alguns pacientes podem evoluir para a forma grave da doença, caracterizada pelo aparecimento de sinais de alarme, que podem indicar o deterioramento clínico do paciente.

Na presença de sinais e sintomas, o paciente deve se dirigir imediatamente ao serviço de saúde e, caso já tenha sido atendido antes, deve retornar. Pessoas que estiveram, nos últimos 14 dias, numa cidade com a presença do Aedes aegypti ou com a transmissão da dengue e apresentarem os sintomas citados devem procurar uma unidade de saúde para o diagnóstico e tratamento adequados. 
 
 
 
Amanda Mariano 
Bruna Matos
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Assessoria de Comunicação
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