A sífilis
pode causar demência e até levar
à morte se não tratada.

O número de casos
de pessoas infectadas tem aumentado
em todo o mundo.

A principal forma
de transmissão é através da relação
sexual sem camisinha.

A transmissão pode
acontecer através do beijo, se houver
lesão ativa na boca.

A sífilis pode ser
transmitida da mãe para o bebê,
provocando graves sequelas.

Com tratamento
adequado, o bebê nascerá livre
da sífilis.

O parceiro
da gestante também deve ser
testado e tratado.

Procure uma Unidade Básica de Saúde
e faça o teste: é rápido, gratuito, seguro e sigiloso.

Saiba mais sobre a doença


A sífilis

É uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema Pallidum, transmitida principalmente pela relação sexual desprotegida.

Apesar de ser uma doença antiga e de tratamento eficaz, os casos de sífilis vêm aumentando nos últimos anos em todo o mundo, no Brasil e também em Santa Catarina.

Sinais e Sintomas

Inicialmente, a sífilis se manifesta como uma ferida nos órgãos genitais e ínguas nas virilhas, que desaparecem espontaneamente e podem passar despercebidas.

Após alguns meses, surgem manchas no corpo e queda de cabelo que também cessam sem tratamento.

Nessas fases, a sífilis é altamente contagiosa e a pessoa continua doente e transmitindo a doença, mesmo aparentando melhora.

Quando não há tratamento adequado, a doença fica estacionada por meses ou anos, até surgirem complicações mais graves como cegueira, paralisia, doenças cardíaca e cerebral que podem tanto deixar sequelas importantes como levar à morte.

Contágio

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) e sua principal forma de contágio é através da relação sexual sem uso de preservativo, inclusive por sexo oral.

Outra forma importante de contágio é a da mãe infectada para o bebê, durante a gravidez e o parto. Apesar de rara nos dias de hoje, pode ocorrer também transmissão por meio da transfusão de sangue contaminado.

Diagnóstico

A sífilis pode ser confirmada através de um exame de sangue simples. Mesmo se a pessoa não apresentar nenhuma queixa e tiver se infectado há muito tempo, ainda assim é possível descobrir e realizar o tratamento adequado.

Todas as pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste para sífilis e o exame é obrigatório nas gestantes no início e no final da gestação e durante a internação para o parto. A implantação do Teste Rápido da sífilis nos últimos anos, tem facilitado e agilizado o diagnóstico.

Teste Rápido

Os testes rápidos são práticos, de fácil execução e são disponibilizados pelo SUS.

Podem ser feitos com apenas uma gota de sangue (punção digital), e o resultado sai, no máximo, em 30 minutos.

O Teste Rápido detecta a sífilis mesmo que a doença tenha sido adquirida há muitos anos, possibilitando assim que o tratamento seja realizado a tempo de evitar o surgimento dos sintomas mais graves.

Tratamento

A sífilis tem tratamento, e se realizado corretamente, leva à cura da doença. O tratamento é realizado com antibióticos indicados por um profissional de saúde.

O principal antibiótico utilizado é a Penicilina Benzatina, conhecida como Benzetacil. Outros antibióticos possíveis de serem utilizados são Doxiciclina e Ceftriaxona.

Na gestante, a Penicilina é o único antibiótico indicado, uma vez que é capaz de tratar e curar o bebê, prevenindo assim a sífilis congênita, que é a doença no bebê, transmitida durante a gravidez.

Estatísticas

Os casos de sífilis vêm aumentando ano a ano no mundo, no Brasil e em Santa Catarina. A estimativa da Organização Mundial da Saúde é que 937 mil pessoas são infectadas a cada ano no país.

Em Santa Catarina, nos últimos seis anos (2010-2015), 15.797 pessoas foram diagnosticadas com sífilis adquirida. Além desses, foram 3.339 novos casos em gestantes (notificadas separadamente) no mesmo período. Os números de sífilis congênita (transmissão da doença da mãe para o bebê) também se elevaram, passando de 76 casos em 2010 para 475 casos em 2015, incremento de, aproximadamente 5 vezes.

No total, foram 1.248 casos notificados em menores de um ano nesse período. Desses, 58 morreram em decorrência da doença. A sífilis congênita é ainda mais preocupante, considerando que a criança pode nascer livre da sífilis se houver o tratamento adequado da gestante infectada e do seu parceiro sexual.

Em relação aos dados de 2015, foram registrados 5.706 novos casos de sífilis adquirida, um crescimento de 53,5% em comparação aos casos notificados no ano anterior, quando foram notificados 3.716 casos. Em relação às gestantes (notificadas separadamente), o aumento do número de novos casos foi de 61%, passando de 777 em 2014 para 1.254 em 2015. Já a sífilis congênita apresentou crescimento de 75%, com 475 novos casos notificados em 2015 e 272 em 2014.

Dados atualizados em 28 de fevereiro de 2016 (fonte: Sinan Net / Dive / SUS / SES-SC). Sujeito a alterações.







Notícias  

+

Sífilis: orientação para profissionais de saúde


Sintomas


Devido à ausência ou escassez de sintomatologia, a maioria das pessoas tende a não ter conhecimento da infecção, podendo transmiti-la a seus contatos sexuais.
A transmissão por transfusão de sangue e derivados pode ocorrer, mas tornou-se muito rara, devido o controle do sangue doado pelos hemocentros.
Em gestantes, a taxa de transmissão intraútero chega a 80% e é influenciada pelo estágio da sífilis materna e a duração da exposição fetal à infecção.
A sífilis pode ser classificada segundo as manifestações clínicas em:
Primária - erosão ou úlcera em região genital (cancro duro), nódulos inguinais, em geral indolores e de resolução espontânea.
Secundária - lesões cutâneo-mucosas em todo o corpo, pápulas palmo-plantares, febre, mal-estar, adinamia e linfadenopatia generalizada também de resolução espontânea.
Terciária - após um período de latência variável, na ausência de tratamento, podem ocorrer lesões decorrentes da inflamação e destruição tecidual cutânea (gomas sifilíticas), óssea (periostite, osteíte), cardiovascular (aortite, aneurisma) e neurológica (meningite, paralisia geral, tabes dorsalis, demência).
Segundo o tempo de evolução da doença, podemos classificá-la em:
Recente - menos de um ano de evolução, corresponde à sífilis primária, secundária ou período de latência.
Tardia - mais de um ano de evolução, corresponde ao período de latência ou à sífilis terciária.
A infectividade da sífilis por transmissão sexual é maior (cerca de 60%) nos estágios iniciais (estágios primário e secundário e latente recente), diminuindo gradualmente com o passar do tempo (latente tardio e estágio terciário).

Etiologia e Epidemiologia


A sífilis é uma infecção bacteriana de caráter sistêmico, curável e exclusiva do ser humano, causada pelo Treponema pallidum, uma bactéria Gram-negativa do grupo das espiroquetas.
Apesar de ser uma doença conhecida há séculos e com tratamento 100% eficaz, seu controle permanece um desafio aos profissionais da saúde pública do mundo todo, uma vez que as taxas de detecção têm aumentado significativamente nos últimos anos.
São doenças de notificação compulsória nacional: os casos de sífilis adquirida desde 2010, de sífilis em gestante desde 2005 e de sífilis congênita desde 1986.

Diagnóstico


Os testes imunológicos utilizados para o diagnóstico da sífilis são divididos em:
Treponêmicos - detectam anticorpos específicos produzidos contra o treponema. Em geral, permanecem positivos por toda a vida do paciente e são os primeiros a se tornarem reagentes. Os mais utilizados são TPHA, FTA-Abs e testes rápidos imunocromatográficos.
Não treponêmicos - detectam anticorpos não específicos e podem ser qualitativos e quantitativos. A titulação do teste quantitativo é utilizada para monitorar o tratamento, já que a queda do título indica boa resposta à antibioticoterapia. Dentre os testes estão o VDRL e o RPR.
Pessoas com títulos baixos em testes não treponêmicos, sem registro de tratamento e data de infecção desconhecida, são consideradas como portadoras de sífilis latente tardia, devendo ser tratadas.
Menos comuns, os exames diretos são aqueles em que se realiza a pesquisa do patógeno em amostras coletadas diretamente da lesão.

Tratamento


A penicilina é o medicamento de escolha para o tratamento da sífilis. Na impossibilidade da utilização da penicilina considera-se como alternativas Doxiciclina e Ceftriaxona.
Sífilis primária, secundária e latente recente:
  • Penicilina G benzatina 2,4 milhões de UI, IM em dose única.
  • Alternativa: Doxiciclina 100mg, VO, 2x ao dia, 15 dias (exceto gestantes).
  • Ceftriaxona 1g, IV, 1x ao dia, 8 a 10 dias, gestantes e não gestantes.
Sífilis terciária, latente tardia e latente com duração ignorada:
  • Penicilina G benzatina 2,4 milhões de UI, IM 3 doses semanais, dose total de 7,2 milhões de UI.
  • Alternativa: Doxiciclina 100mg, VO, 2X AO DIA, 30 dias (exceto gestantes).
  • Ceftriaxona 1g, IV, 1x ao dia, 8 a 10 dias, gestantes e não gestantes.
Na gestação, tratamentos não penicilínicos são inadequados e só devem ser considerados nas contraindicações absolutas ao uso da penicilina, já que este é o único antibiótico que previne a sífilis congênita.

Manejo

Fluxograma para o manejo da sífilis, utilizando:

Pré-natal é essencial para evitar a sífilis congênita!


A gestante
Quando a mulher engravida ela pode transmitir sífilis para o seu filho durante a gestação e o parto, fazendo com que o bebê desenvolva sífilis congênita. Por isso é importante realizar exames antes de engravidar e principalmente durante as consultas de pré-natal. A sífilis congênita pode causar aborto, má formação do feto e até morte do bebê, se ele nascer gravemente doente.
O exame que detecta a sífilis é um exame de sangue simples que é solicitado rotineiramente durante o pré-natal. Quando o resultado é positivo, a gestante e seu parceiro devem realizar tratamento com os antibióticos recomendados pelo profissional de saúde. Na gravidez, o único antibiótico capaz de precaver a sífilis congênita é a penicilina, conhecida como Benzetacil.
Após o tratamento, a gestante deve realizar exames de controle durante o pré-natal para monitorar o sucesso da terapia. É fundamental que o tratamento seja realizado corretamente e até o final, para garantir que o bebê nasça saudável.
É importante lembrar que, se o casal está planejando engravidar, deve realizar o exame de sífilis antes, para evitar o risco de abortamento.

Perguntas frequentes


  • Como se contrai sífilis?

  • Quais os sintomas da sífilis?

  • Como diagnosticar a sífilis?

  • Quem deve fazer o teste?

  • E as Gestantes?

  • O que os parceiros das gestantes devem fazer?

  • O que é sífilis congênita?

  • Como é o tratamento da sífilis?

  • Como se proteger da sífilis?

  • Como é o tratamento na gravidez?

O que é sífilis?


A sífilis é uma doença infecciosa sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum, cujos sintomas podem se manifestar de forma variada em três estágios, ao longo de dois a três meses e até anos, podendo, na terceira fase, até matar.

O que é sífilis congênita?


É a sífilis transmitida ao bebê durante a gravidez ou parto, através da mãe infectada e não tratada adequadamente. A sífilis congênita pode causar aborto, óbito neonatal e malformações fetais, levando a criança à cegueira, surdez, problemas neurológicos, cardíacos e ósseos que costumam ser graves e irreversíveis.
Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível reduzir/eliminar a sífilis congênita!
Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível reduzir/eliminar a sífilis congênita!

Quais os sintomas e estágios da sífilis?


A sífilis é uma doença de evolução lenta. Quando não tratada, alterna períodos sintomáticos e assintomáticos, com características clínicas e laboratoriais distintas. Na maioria das vezes, a pessoa tem a doença, mas não apresenta sintomas ou sinais perceptíveis.
De acordo com as manifestações clínicas, classifica-se a sífilis em:
  • Primária: feridas indolores na região genital, chamadas cancro duro, que desaparecem mesmo sem tratamento, embora a pessoa continue doente e transmitindo a doença.
  • Secundária: manchas em todo o corpo conhecidas como roséola, descamações nas plantas das mãos e dos pés, queda de cabelo. Quando não tratada, os sinais desaparecem, mas a pessoa continua doente e transmitindo a doença.
  • Terciária: a pessoa pode passar anos sem apresentar sintomas e, se não houver tratamento, desenvolver o estágio terciário, que se caracteriza por alterações graves neurológicas e cardíacas, cegueira, paralisia e demência que podem levar à morte.
A infecção pelo Treponema pallidum não confere imunidade permanente, isto é, a pessoa pode se infectar muitas vezes durante a sua vida. A pessoa infectada pela sífilis, mesmo quando não apresenta sinais e sintomas, permanece transmitindo a doença a seus parceiros.

Como se contrai sífilis?


A sífilis é causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum e tem como principal via de transmissão o contato sexual sem preservativo, seguido pela transmissão da gestante infectada para o feto durante a gravidez e o parto. O beijo ou toque em pessoas com lesões da sífilis em lábios, cavidade oral, seio e genitália (sexo oral) também são meios de contaminação. A sífilis ainda pode ser transmitida, mais raramente, por transfusão de sangue ou manuseio de materiais contaminados.

Que cuidados a gestante deve ter?


O tratamento da gestante deve ser feito, preferencialmente, com penicilina, por três aplicações semanais, e concluído em até trinta dias antes do parto. O parceiro também deve ser tratado, mesmo que não apresente sintomas. O casal deve tentar evitar a doença por meio de uso de preservativo, tanto para se proteger, como, principalmente, proteger o bebê que vai nascer.
É importante lembrar que, muitas vezes, a sífilis funciona como uma doença facilitadora para as demais infecções sexualmente transmissíveis, como, por exemplo, o HIV e as hepatites virais.
Os bebês de mães não tratadas podem falecer dentro do útero ou no período neonatal. Outros podem apresentar problemas como surdez, cegueira, problemas ósseos e neurológicos graves e irreversíveis.

Como diagnosticar a sífilis?


Atualmente, o SUS disponibiliza o Teste Rápido para sífilis, que pode ser realizado com apenas uma gota de sangue e cujo resultado sai, no máximo, em 30 minutos.
Outra forma possível é realizar a coleta sanguínea em laboratório, que é utilizada também para monitorar a eficácia do tratamento.

Quem deve fazer o teste?


Todas as pessoas sexualmente ativas, mesmo que não apresentem sintomas, devem fazer o teste para ter certeza de que não estão infectadas, uma vez que a doença regride mesmo sem tratamento e pode evoluir para formas graves.
Se o indivíduo teve relação sexual desprotegida e, mesmo na ausência de sintomas, quer “tirar a dúvida” sobre a possibilidade da infecção, deve aguardar 3 a 4 semanas para a realização do teste, para que o exame possa detectar a doença.

E as gestantes?


As gestantes têm indicação de realizar o exame no início (1º trimestre) e no final do pré-natal (3º trimestre) e ainda repetir o exame no momento do parto, independente dos resultados anteriores.
Caso a gestante tenha apresentado algum comportamento de risco para contaminação pela sífilis, como por exemplo, a troca de parceiro sexual, é indicada a repetição do exame antes do final da gestação.

Como os parceiros das gestantes devem proceder?


É fundamental que o parceiro da gestante diagnosticada com sífilis seja testado e tratado, para evitar que ocorra reinfecção durante a gravidez, e também que seja usado o preservativo, preferencialmente durante toda a gestação.
O pré-natal masculino, oferecido aos homens pelo SUS nas unidades de saúde, inclui uma série de exames que identificam, principalmente, doenças que podem ser transmitidas para o filho.

E como fazer no caso de bebês com suspeita de sífilis congênita?


Na sífilis congênita devem ser solicitados o hemograma completo do bebê, raio X de ossos longos e exame do líquido cefalorraquidiano ou líquor (LCR) para análise da celularidade, proteínas e a realização do VDRL. O VDRL do recém-nascido enquadrado na definição de caso deve ser realizado com sangue colhido de veia periférica, e não de cordão umbilical. Os exames treponêmicos, por meio de sorologia, podem ser reagentes até o 18º mês de vida, em razão da transferência passiva de anticorpos maternos, e raramente são utilizados para a definição diagnóstica em crianças até essa idade.

Como é o tratamento?


A sífilis tem tratamento, e se realizado corretamente, leva à cura da doença. O tratamento é realizado com antibióticos indicados por um profissional de saúde.
O principal antibiótico utilizado é a Penicilina Benzatina, conhecida como Benzetacil. Outros antibióticos possíveis de serem utilizados são Doxiciclina e Ceftriaxona.

Como se proteger da Sífilis?


É possível se prevenir usando preservativos em todas as relações sexuais, inclusive no sexo oral.
É importante também realizar os testes disponíveis na rede pública de saúde, para que as pessoas infectadas sejam identificadas e tratadas, evitando assim a disseminação da doença.

Como é o tratamento na gravidez?


A gestante deve ser tratada assim que o diagnóstico for realizado para diminuir o risco de transmissão para o bebê. Em geral, a gestante recebe uma dose de penicilina por semana, durante três semanas. É importante que o tratamento inicie pelo menos 30 dias antes do nascimento do bebê para que ele nasça saudável.

Vídeos


Fórum Prevenção da Sífilis Congênita
Webconferência sobre o Manejo da Sífilis na Atenção Básica
Webpalestra - A epidemia da sífilis em SC
Webconferência sobre Uso de Penicilina na Atenção Básica

Links Úteis